<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-269215101213593628</id><updated>2012-02-16T19:23:55.097-08:00</updated><title type='text'>ColunaDosDeuses - Prosa</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Coluna Dos Deuses</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/SjAW_efqgoI/AAAAAAAAAAM/elBW73p3OKo/S220/Solidao.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>39</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-269215101213593628.post-269441363509532144</id><published>2012-01-01T10:30:00.000-08:00</published><updated>2012-01-01T10:30:09.426-08:00</updated><title type='text'>E tudo o tempo levou</title><content type='html'>&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-F0qT6u5Qevw/TwCkbJOZpcI/AAAAAAAAAk8/sPWKDnXUT0k/s1600/E%2Btudo%2Bo%2Btempo%2Blevou%2B-%2B%2Bgoya.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-F0qT6u5Qevw/TwCkbJOZpcI/AAAAAAAAAk8/sPWKDnXUT0k/s200/E%2Btudo%2Bo%2Btempo%2Blevou%2B-%2B%2Bgoya.jpg" width="149" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Goya&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O medo nasce com o primeiro grito de vida. Depois, com o tempo a caminhar descontroladamente pelas mãos, descobrimos que a imortalidade não existe. Gritamos mas já não vamos a tempo de mudar nada do que está para trás. A história está feita. A foto é real, em cima da cómoda, em momentos desordenados o tempo parado, pendurado na verdade de um passpatour preenchido de sorrisos instantâneos. Afinal nunca estivemos parados. Descobrimos o que sempre soubemos nos silêncios. Estamos perturbados, questionamos se a correria é igual para todos ou se foi uma escolha nossa, talvez uma mescla de destino, sorte, azar e encontros que não controlamos. Aquela criança que ainda ontem tinha dado o grito da vida, mais não fez do que expandir os pulmões, sugou todo o ar que cabia dentro de si e nunca mais parou de correr. Correu, correu, correu sem perceber que os pés estavam sempre à frente do corpo, e os olhos, loucos pelo que viam, corriam ainda mais do que as pernas, descansavam no infinito, esperavam todos os dias o amanhecer, só eles sabiam que ainda havia muito por ver. Ver é voar para lá do corpo. Todos os corpos têm asas. Como diz um amigo meu, todos os corpos são gaivotas, vivem pousados em vento, o destino é feito pelo tamanho das asas. Chegamos onde as asas nos levam, o vento sempre existiu, a dúvida é: erro ou destino? Nunca saberemos, talvez as duas coisas, talvez a mutabilidade do corpo, talvez da mente, talvez sem saber nascemos umas quantas vezes, e estamos sempre a dar gritos de sobrevivência. E agora? Agora corremos, em sufoco, queremos chegar ainda a tempo de recolher todas as lembranças para dentro de um corpo que, sem darmos conta, está ocupado de quinquilharias. Não há espaço, só há espaço no futuro que continuará a fluir para a frente dos desejos. Temos medo de perder as mãos, os olhos, as pernas, o saber, a sensibilidade, o carinho, temos medo de perder esta forma de escrever. de dizer coisas. Não podemos perder o que resta do tempo, andamos enquanto pudermos, na praia, olhamos enquanto pudermos, os amigos, usamos as mãos enquanto pudermos, para abraçar, escrevemos enquanto pudermos, afecto, sensibilidade, paixão e alegria, por cada dia de conquista, como aquele em que demos o primeiro grito. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;br /&gt;- Comentário feito a um texto publicado por uma amiga no facebook, Maria Dolores Marques - &lt;br /&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/269215101213593628-269441363509532144?l=colunadosdueses-prosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/feeds/269441363509532144/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2012/01/e-tudo-o-tempo-levou.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/269441363509532144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/269441363509532144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2012/01/e-tudo-o-tempo-levou.html' title='E tudo o tempo levou'/><author><name>Coluna Dos Deuses</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/SjAW_efqgoI/AAAAAAAAAAM/elBW73p3OKo/S220/Solidao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-F0qT6u5Qevw/TwCkbJOZpcI/AAAAAAAAAk8/sPWKDnXUT0k/s72-c/E%2Btudo%2Bo%2Btempo%2Blevou%2B-%2B%2Bgoya.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-269215101213593628.post-6298208320279134021</id><published>2011-05-16T07:33:00.000-07:00</published><updated>2011-05-16T07:33:59.550-07:00</updated><title type='text'>Livros de barrigas de aluguer</title><content type='html'>&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Vwqm_cCqhFQ/TdE1ETxpYMI/AAAAAAAAAkI/R4D_84icbNY/s1600/Livros+de+barrigas+de+aluguer.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="174" j8="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-Vwqm_cCqhFQ/TdE1ETxpYMI/AAAAAAAAAkI/R4D_84icbNY/s200/Livros+de+barrigas+de+aluguer.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Facebook – Comenta-se uma foto de uma Amiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comento também eu: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estás a olhar para onde, ou para quem? Talvez estejas a pensar se realmente um livro encerra em si mesmo uma ambição final, apocalíptica, genial, o momento em que morre o homem e nasce o autor, o artista, isto é, enterra-se o amadorismo e emerge a pretensão do “homem-arte” que ama as letras, letras com assinatura, letras para sempre, letras imortais do homem-escritor, génio, o profissional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Percebo que a ambição é boa, e a ambição com inteligência faz parte das qualidades do homem, evita a inércia e obriga o mundo caminhar. Sem ambição, este nosso mundo, ainda estaria na pré-história. Imaginem os nossos carismáticos autores no passado, que, em vez de livros de baixo do braço, carregavam pedras para lhes permitir fazer lume. Incendiar para sobreviver em vez de incendiar para encantar, armadilhar relações, era um desastre para a arte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Tudo o que alcançamos até aos nossos dias deve-se à ambição, bem sei que alguma é desmedida, mas não há maneira de controlar a ambição, ou há ou não há, boa ou má, o homem quer sempre mais e mais. É assim a história do mundo, tantas vezes triste faz-nos ficar estarrecidos com o resultado do caminho que o homem dá à sua vida. É nestes momentos que somos obrigados a parar e reflectir, olhar para o homem que é nosso companheiro, camarada, amigo e que de repente se torna num estranho, um louco, um demónio e concluir que afinal o homem é capaz de tudo pela visibilidade, vaidade e riqueza. O homem quer a imortalidade, quer um lugar na História a qualquer preço.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Sem ambição o mundo era, com toda a certeza, um local sem sal, onde não apeteceria viver. Mas então o que pensar e dizer da ambição? Como dosear a ambição? Como terei eu a certeza que a minha ambição é a correcta e a dos outros exagerada, descabida e tonta. Será possível criticar a ambição, mesmo quando esta se torna numa castração daquele que deveria ser o objectivo principal do homem enquanto ser com alma, com sentimentos, com o objectivo de alcançar a suprema felicidade, para si e para todos aquele que o rodeiam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A ambição não pode ter limites a não ser aqueles que derivam dos conceitos filosóficos do certo e do errado, do bem e do mal. Bem sei que também muitos destes conceitos são subjectivos, o que é errado para mim pode não ser para o outro, mas obrigatoriamente temos de nos reger por alguma tabela de valores, e o melhor será ter à mão a do mundo ocidental, no meu entender a mais justa, não somos felizes agora mas acreditamos sempre que um dia ainda vamos ser. Não há regra, norma, lei para o tamanho da ambição, no entanto, esta deve sempre estar nos limites da nossa aptidão para a sua concretização. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Uma ambição impossível seria loucura, mas uma ambição sem dificuldade seria mentira ao próprio ego. Se assim não for, então, não é suficientemente forte o nosso querer, a ambição passaria a ser assim uma coisa como ir à feira de antiguidades e comprar um ferro velho que em tempos foi útil, mas nos nossos dias nada acrescenta ao belo, serve apenas para decorar móveis do IKEA, modernos, na moda, tecnológicos, à medida dos sonhos fáceis do homem do século XXI. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Estes móveis feitos em série, massificados, para serem baratos e facilmente renováveis, são feitos por gente que há muito tempo perdeu a dignidade da arte no trabalho, gente que num passado recente tinha nome. Falo do artesão, do homem que aprendeu uma arte à custa do tempo, tempo ganho a uma morte certa, que mais tarde ou mais cedo acabará por atirar para a terra todo o saber de uma vida feita pelo brio de quem aprendeu com sacrifício. Este homem em vias de extinção, sabe que o tempo é o seu único amigo, mas também sabe que mais dia, menos dia é ele, que numa certa noite de insónias, sem estrelas no céu, lhe diz: acabou o teu tempo de aprendizagem, agora serás apenas mais um homem como todos os outros, terás terra por cima de todos os dias que passaste a aprender. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Este artesão que faz coisas, sabe que apenas pode contar com a sua teimosia para ser singular, e com as suas ferramentas para evoluir. Este artista sabe que o seu trabalho é delicado, metódico e único, é como fazer um poema com rimas emparelhadas, com concordâncias, com regras gramaticais, com elegância, com genialidade, com o belo a perder de vista, onde o trabalho representa sempre uma obra única, perfeita e eterna. Este homem, o artesão aprendeu com o seu mestre que a arte tem regras próprias, regras baseadas no fazer e refazer, todos os dias, todos os meses, todos os anos, e sempre cada dia com mais dedicação, com mais sacrifício, sorrindo para o tempo como se fosse seu dono. A este homem só o trabalho o compreende e só ele conhece todas as suas especificidades que nunca o deixam sossegar. Ao fim de mais um dia de oficina, e já depois da janela guardar a noite, despede-se da sua obra com um até já, e na última parede, aquela que fica ao pé da porta que dá para um outro mundo que nunca tem tempo para o entender, há um quadro onde todas as ferramentas têm um lugar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Desenhadas pelo punho, as suas impressões físicas, as mais nobres em destaque, as outras, mais longe dos olhos mas com a mesma dignidade. Ele sabe que todas são importantes, umas não são nada sem as outras, e ele também não é nada sem as suas ferramentas. Antes de recolher a sua casa onde aprendeu a descansar o corpo, com a dignidade da vida feita do pão que o diabo amassou, coloca uma a uma das ferramentas no lugar correspondente, verifica se nenhuma das tenazes com que se amarra á vida se perdeu, como o pastor conta as suas ovelhas este homem conta as suas ferramentas e deixa-as a descansar dos seus sonhos até à primeira luz do dia. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Este homem, fazedor de sonhos, sabe que este seu quadro de utensílios é como um dicionário para o escriba, é o seu léxico, onde guarda as palavras difíceis, os verbos, as adjectivações. Ele sabe que é ali que a sua alma está encastrada, dentro dos punhos de madeira já gastos pelo tempo que leva a afagar as suas ferramentas, com carinho, com ternura, com o amor feito pelos anos que leva a encantar com o seu trabalho. Este trabalho, bonito ou feio, nunca poderá arder sem que a alma chore, nunca poderá sucumbir ao tempo sem que o próprio artesão sucumba, a vida dentro deste homem sobrevive pelo esforço das mãos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Outras coisas são aquilo a que acabamos por nunca ganhar amor, quando as adquirimos já sabemos que mais tarde ou mais cedo são para cair no lume, arder. Assim são a maior parte dos livros feitos nos dias de hoje, sem esforço, sem aprendizagem, sem carinho, sem sofrimento, sem tempo para lhes ganharmos amor, sem tempo para comunicar com o tempo que temos, nascem condenados a uma morte prematura. São assim a maior parte dos livros editados, convidamos os amigos para um nascimento que afinal é um velório. O defunteiro faz então o seu papel, é este mesmo homem que diz que não quer que ninguém morra mas quer que o negócio corra, recorre ao seu cardápio de bem dizer, e encontra com facilidade uma citação de um grande autor que fez história no mundo da arte de escrever, compara o incomparável, projecta futuros que nunca serão, adjectiva com superlativos de superioridade o que sempre foi um superlativo medíocre, enquanto a pequena plateia ajeita os sorrisos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Está toda a gente feliz, o artista que escreve, o artista que imprime as palavras, mesmo aquelas que ainda não foram inventadas, os vereadores da cultura, arranjaram mais arte para trocar por votos, enfim um verdadeiro dia de festa, Deus e os santos e os romeiros felizes. Arrebentam as palmas, acenam-se as cabeças em sinal de concordância com toda a história do artista; mais uma vez as palmas iluminam todo o esplendor do momento, é o fogo-de-artifício que faltava para passarmos aos autógrafos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Para o homem fazedor de livros um autor é sempre um autor e um livro sempre será livro, e um punhado de euros será sempre um punhado de cultura no seu bolso. Esgota-se o tempo, na sala os sorrisos desfalecem, as vozes estão cada vez mais distantes e o mundo na rua tem a crua realidade do tempo real, em pouco mais de uma hora todos os nossos sonhos morrem. Os amigos partem, deixam ficar beijos e abraços em agonia, nas suas mãos o livro autografado com uma caligrafia trémula, moribunda, pesarosa por saber que o seu tempo está a terminar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Brevemente, este livro, envolto em sonhos, juntar-se-á a mais uma centena de livros, parados na estante de todos os livros, dos que trabalharam com esforço, como o meu estimado artesão e aqueles que fruto dos tempos conseguiram tomar posse de um espaço efémero como o IKEA e ali ficarão para sempre, sem olhos, sem mãos, sem leitura e sem rosto. &lt;/div&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/269215101213593628-6298208320279134021?l=colunadosdueses-prosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/feeds/6298208320279134021/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2011/05/livros-de-barrigas-de-aluguer.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/6298208320279134021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/6298208320279134021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2011/05/livros-de-barrigas-de-aluguer.html' title='Livros de barrigas de aluguer'/><author><name>Coluna Dos Deuses</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/SjAW_efqgoI/AAAAAAAAAAM/elBW73p3OKo/S220/Solidao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Vwqm_cCqhFQ/TdE1ETxpYMI/AAAAAAAAAkI/R4D_84icbNY/s72-c/Livros+de+barrigas+de+aluguer.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-269215101213593628.post-1783519862704047914</id><published>2011-05-04T03:33:00.000-07:00</published><updated>2011-05-04T15:26:43.035-07:00</updated><title type='text'>Força Braga, agora já és um grande clube do norte carago</title><content type='html'>&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-_gFl-Wbvouk/TcErJBjozPI/AAAAAAAAAjw/HIfQpBAqJ6c/s1600/For%25C3%25A7a%2BBraga%252C%2Bagora%2Bj%25C3%25A1%2B%25C3%25A9s%2Bum%2Bgrande%2Bclube%2Bdo%2Bnorte%2Bcarago.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-_gFl-Wbvouk/TcErJBjozPI/AAAAAAAAAjw/HIfQpBAqJ6c/s200/For%25C3%25A7a%2BBraga%252C%2Bagora%2Bj%25C3%25A1%2B%25C3%25A9s%2Bum%2Bgrande%2Bclube%2Bdo%2Bnorte%2Bcarago.png" width="170" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;O futebol sempre a marcar pontos. Agora, e para minha tristeza, chegou à minha cidade. Aprenderam depressa mas ainda estão muito tenrinhos e pelos vistos meteram água. Os formadores, apesar de credenciados, não encontraram alunos á altura. Pouca vergonha. Nos outros clubes eu aguento, nas outras cidades eu também aguento, agora, na minha cidade, esta não suporto, não faço parte desta nova elite do futebol ganhadora de títulos a qualquer preço. Diz-me com quem andas dir-te-ei quem és. Tenho quase a certeza que dentro em breve estaremos no YouTube e então inventaremos um novo adamastor para justificar o TUDO que alguns fazem valer com a conquista de troféus – Força Braga estás quase igual à recente história do futebol português e se correr mal temos sempre aquela máxima – a culpa é dos sulistas, lampiões e lagartos – com a recepção do Sporting na última jornada basta levarem uns frangos para o campo e umas bolas de golfe e seremos então definitivamente um grande clube do norte carago.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/269215101213593628-1783519862704047914?l=colunadosdueses-prosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/feeds/1783519862704047914/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2011/05/forca-braga-agora-ja-es-um-grande-clube.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/1783519862704047914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/1783519862704047914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2011/05/forca-braga-agora-ja-es-um-grande-clube.html' title='Força Braga, agora já és um grande clube do norte carago'/><author><name>Coluna Dos Deuses</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/SjAW_efqgoI/AAAAAAAAAAM/elBW73p3OKo/S220/Solidao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-_gFl-Wbvouk/TcErJBjozPI/AAAAAAAAAjw/HIfQpBAqJ6c/s72-c/For%25C3%25A7a%2BBraga%252C%2Bagora%2Bj%25C3%25A1%2B%25C3%25A9s%2Bum%2Bgrande%2Bclube%2Bdo%2Bnorte%2Bcarago.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-269215101213593628.post-3692099517315462200</id><published>2011-04-05T14:43:00.000-07:00</published><updated>2011-04-05T14:43:29.322-07:00</updated><title type='text'>Moisés ainda anda descalço, no deserto</title><content type='html'>&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-iECFdL6faek/TZuMbJFYy-I/AAAAAAAAAi4/mePjn9vkvWk/s1600/Mois%25C3%25A9s%2Banda%2Bainda%2Bdescal%25C3%25A7o%252C%2Bno%2Bdeserto.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="136" src="http://2.bp.blogspot.com/-iECFdL6faek/TZuMbJFYy-I/AAAAAAAAAi4/mePjn9vkvWk/s200/Mois%25C3%25A9s%2Banda%2Bainda%2Bdescal%25C3%25A7o%252C%2Bno%2Bdeserto.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;Pior&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; do que apenas ter um rim, um pulmão, uma perna ou um braço é não ter cabeça. Sem cabeça não há passado, perde-se a vergonha, esquece-se a razão, iludimo-nos com o acessório. Aconteceu a Moisés enquanto guiava os cristãos pelo deserto da Galileia, alguns bons cristãos perderam a cabeça. Estas pobres criaturas, desesperados pela viagem parecer não ter fim, deixaram de acreditar no seu Deus, e nos valores que os levaram à caminhada. Revoltados fizeram num ápice um novo deus, mais bonito, mais valioso por ser de ouro, e principalmente mais presente. Este falava, dizia tudo que o povo gostava de ouvir. Agora sim, o povo podia finalmente ser feliz, com este deus não há meios que não justifiquem os fins. A festa estalou: música, dançarinas, ilusionistas e malabaristas, animais selvagens e seus domadores iluminaram a noite. Valeu Moisés, fiel aos princípios, bateu com o punho na terra que era de todos, e num gesto sensato, sacou das pedras da boa índole, atirou-as aos foliões e em voz grave disse: “Vem teu inimigo humilhado? Guarda-te dele como do diabo”. Deus não dorme, continuou Moisés, estas são leis para qualquer deus de uma qualquer religião, leis para um qualquer homem respeitar, seja preto, vermelho, verde ou azul. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Milhares de anos depois&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lamentavelmente havia uma lacuna, Deus também não pode saber tudo, digo eu que gosto de ver o meu Deus parecido com os homens. Um conselho de sábios bem formados, de todas as regiões da terra reuniram e unanimemente concluíram ser necessário um aditamento à tábua das leis de Deus. Assim nasceu o 11º mandamento – Não SUBORNARÁS&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Termino com mais um provérbio:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"O destino não é uma questão de sorte, é uma questão de escolha: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é algo a se esperar, e sim a conquistar"&lt;/div&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/269215101213593628-3692099517315462200?l=colunadosdueses-prosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/feeds/3692099517315462200/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2011/04/moises-ainda-anda-descalco-no-deserto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/3692099517315462200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/3692099517315462200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2011/04/moises-ainda-anda-descalco-no-deserto.html' title='Moisés ainda anda descalço, no deserto'/><author><name>Coluna Dos Deuses</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/SjAW_efqgoI/AAAAAAAAAAM/elBW73p3OKo/S220/Solidao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-iECFdL6faek/TZuMbJFYy-I/AAAAAAAAAi4/mePjn9vkvWk/s72-c/Mois%25C3%25A9s%2Banda%2Bainda%2Bdescal%25C3%25A7o%252C%2Bno%2Bdeserto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-269215101213593628.post-3399708493780105626</id><published>2011-03-29T05:20:00.000-07:00</published><updated>2011-03-29T05:20:36.558-07:00</updated><title type='text'>trinta e um</title><content type='html'>&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-WjISq-Eofd4/TZHOTAsuHTI/AAAAAAAAAiY/p_It4C0jUaw/s1600/31.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" r6="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-WjISq-Eofd4/TZHOTAsuHTI/AAAAAAAAAiY/p_It4C0jUaw/s1600/31.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;o sol ainda brilha - era carnaval. os corpos dançam paixão. o beijo selou o futuro de duas crianças - passou um ano. dois. dez. vinte. vinte e cinco. trinta e um e tu sempre a dançar no meu olhar - hoje. vamos falar. como só nós falamos. vamos imaginar o nosso carnaval. aquele que fará de nós diamante. vamos ajudar os filhos a envelhecer com alegria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/269215101213593628-3399708493780105626?l=colunadosdueses-prosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/feeds/3399708493780105626/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2011/03/trinta-e-um.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/3399708493780105626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/3399708493780105626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2011/03/trinta-e-um.html' title='trinta e um'/><author><name>Coluna Dos Deuses</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/SjAW_efqgoI/AAAAAAAAAAM/elBW73p3OKo/S220/Solidao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-WjISq-Eofd4/TZHOTAsuHTI/AAAAAAAAAiY/p_It4C0jUaw/s72-c/31.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-269215101213593628.post-103384169578316809</id><published>2011-02-14T09:36:00.000-08:00</published><updated>2011-02-14T09:36:09.664-08:00</updated><title type='text'>Valentim</title><content type='html'>&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-87AVJ9L_aLo/TVlnvoG5R-I/AAAAAAAAAh0/jv-qu7uWZPA/s1600/Valentim.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="152" src="http://3.bp.blogspot.com/-87AVJ9L_aLo/TVlnvoG5R-I/AAAAAAAAAh0/jv-qu7uWZPA/s200/Valentim.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Valentim, formado em amor, actualmente no desemprego, trabalha a recibo verde numa loja de conveniência. Acordou pela manhã estremunhado, ouvia incessantemente o seu nome na rádio, diziam que atirava setas embebidas de amor. Coisa estranha, ele que tudo sabia de amor nunca tinha aprendido nada do que estavam para ali a dizer. Ainda mais, como não colocavam a falar alguém com conhecimentos da matéria do amor, com canudo, com experiência em amar. Zangado, virou-se para o lado e não foi trabalhar. A loja de conveniência, única no bairro a vender artigos de o dia de namorados não abriu. Não se fez esperar o protesto da população namoradeira, ninguém já sabe namorar sem oferecer almofadas e peluches vermelhas. O desespero tomou conta da multidão. O tempo passava e este é o único dia do ano em que todos podem namorar, amar como nos velhos tempos. Os protestos subiram de tom, não havia tempo para contornar este problema, bem, alguns até sabem fazer almofadas, o que não sabem é dizer as palavras amorosas impressas a dourado nos corações que enfeitam as almofadas e peluches. Valentim levantou-se, foi trabalhar com um sorriso, esqueceu o trabalho precário, esqueceu os sacrifícios que o levaram até ao dia de hoje, ele sabe que para muitas mulheres, este é o único dia que são amadas com ternura, sabe que este é o único dia em que as palavras de amor são belas mesmo que escritas em peluches e corações da china e sabe que algumas não mais terão outro dia para se sentirem felizes, desejadas e amadas. Hoje serão deusas, serão deusas como sempre foram. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje é dia de S. Valentim e eu amo-te ainda mais hoje do que ontem&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/269215101213593628-103384169578316809?l=colunadosdueses-prosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/feeds/103384169578316809/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2011/02/valentim.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/103384169578316809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/103384169578316809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2011/02/valentim.html' title='Valentim'/><author><name>Coluna Dos Deuses</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/SjAW_efqgoI/AAAAAAAAAAM/elBW73p3OKo/S220/Solidao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-87AVJ9L_aLo/TVlnvoG5R-I/AAAAAAAAAh0/jv-qu7uWZPA/s72-c/Valentim.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-269215101213593628.post-8007533148403237740</id><published>2011-02-08T08:02:00.000-08:00</published><updated>2011-02-08T08:02:59.765-08:00</updated><title type='text'>BB King / Gary Moore - The Thrill is Gone</title><content type='html'>&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://0.gvt0.com/vi/lqAuuIDU2sw/0.jpg"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/lqAuuIDU2sw&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266" src="http://www.youtube.com/v/lqAuuIDU2sw&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;br /&gt;Fantástico!&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje acordei a viver, viver é bom, &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta gente constrói-me, fala-me, ensina-me, anima-me, leva-me, assusta-me, diz-me que afinal viver é tão simples, tudo é tão pequeno e tão grande. Hoje tenho uma mão na algibeira e outra no peito, quero ouvir o bater do coração, quero sentir este bater com ritmo, com paixão, com entusiasmo de quem só agora começou a viver. Hoje é o meu primeiro dia de vida. Amanhã quero outro primeiro dia. Quero mais gente assim, gente que me assusta com o belo, quem sabe uma bela poesia.&lt;/div&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/269215101213593628-8007533148403237740?l=colunadosdueses-prosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/feeds/8007533148403237740/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2011/02/bb-king-gary-moore-thrill-is-gone.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/8007533148403237740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/8007533148403237740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2011/02/bb-king-gary-moore-thrill-is-gone.html' title='BB King / Gary Moore - The Thrill is Gone'/><author><name>Coluna Dos Deuses</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/SjAW_efqgoI/AAAAAAAAAAM/elBW73p3OKo/S220/Solidao.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-269215101213593628.post-6536840528791563440</id><published>2010-12-14T06:02:00.000-08:00</published><updated>2010-12-14T06:02:30.909-08:00</updated><title type='text'>Futebol jovem: Onde nasce a vergonha</title><content type='html'>&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/TQd4aQRl36I/AAAAAAAAAg4/HoadKw6WTtI/s1600/Onde%2Bcome%25C3%25A7a%2Ba%2Bvergonha.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://4.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/TQd4aQRl36I/AAAAAAAAAg4/HoadKw6WTtI/s200/Onde%2Bcome%25C3%25A7a%2Ba%2Bvergonha.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;br /&gt;No sábado fui à “bola”. O meu filho, pela primeira vez faz parte de um clube de futebol, O Maximinense. Nunca fui muito destas coisas da bola para jovens, sempre exigi muito mais dos meus filhos do que andar a correr aos chutos a uma bola, sim, porque isto de “Ronaldos” são meia dúzia de casos, e eu prefiro as certezas do conhecimento adquirido, fruto do esforço de correr atrás dos livros. Com dezasseis anos, no décimo primeiro ano, com notas sempre acima da média, acordei com o meu filho, as regras que determinariam a sua continuação ou não, no mundo do futebol. Sei que o desporto faz falta, mas sei também que é agora o momento mais crítico do seu percurso escolar, e brevemente serão determinantes as décimas para poder entrar num curso que destinará para o bem ou para o mal, o resto da sua vida tanto pessoal como profissional. Nesse momento não haverá “futebóis”, recargas, bolas à barra, nem sorte ou azar, e muito menos a desculpa por o árbitro não assinalar a grande penalidade mais que evidente. Todos sabemos como vai ser o seu jogo no mercado de trabalho, e há uma grande possibilidade de ficar no banco dos desempregados a engrossar as listas de jovens licenciados à procura do primeiro emprego.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, preocupações para os pais existirão sempre, com mais ou menos emprego, e como Pai que sou, resolvi apoiar o meu filho, dizer-lhe que não é apenas no sucesso dos seus estudos que estou a seu lado, mas também no prazer dos tempos livres a que tem todo o direito pela sua conduta na vida escolar, e por isso, fui vê-lo jogar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entrei no campo, felizmente ainda não se paga para ver os miúdos jogar, o nosso Primeiro ainda não se lembrou de mais esta fonte de receitas para ajudar a pagar o défice. Sentei-me calmamente na bancada de cimento, mais ou menos a dois metros do relvado, e ao centro do rectângulo, com a claque do Realense a uns dez metros à minha direita. Supostamente os adeptos da casa estariam à minha esquerda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O jogo começa a desenrolar-se, no mesmo instante que a bola começa a saltitar um sujeito no banco do Realense (quis me parecer que talvez fosse o treinador), berrava com quanta força tinha nos pulmões. Pensei que o pobre homem, a todo o momento poderia sucumbir de uma qualquer síncope pulmonar, fiquei preocupado! Mas até aí tudo bem, o dito senhor deveria saber o que estava a fazer. Para meu espanto, e que grande espanto, o treinador, insultava os seus jogadores de todos os nomes e mais alguns. Ficou-me nos ouvidos quando em pose de MISTER o sujeito disse: - ó paneleiro …, qualquer coisa mais, sem valor futebolístico. Um pequeno exemplo insignificante, para a linguagem em constante ligação directa aos piores vocábulos que o Mister tinha em algibeira, para fazer subir o rendimento dos seus pupilos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não quis acreditar no que estava a ver e a ouvir! Era demais para um Sábado de sol, como aqueles em que antigamente as esposas ficavam a fazer tricô nos carros sem medo de serem assaltadas, enquanto os maridos assistiam aos jogos de futebol. Bons tempos estes da minha juventude.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voltando à realidade, interrogo-me: Mas é um sujeito destes treinador de jovens? O Mister, como diz o meu filho? É com este senhor que os pais deixam os seus filhos treinarem semana após semana? Pensei e falei para com os meus botões: O meu filho, nem um minuto ficaria ao lado daquele “treinador”. Desporto juvenil (e não só) não é isto! Um sujeito armado em Mister, que possivelmente nunca conseguiu treinar uma equipa da regional, é agora o “exemplo” de um grupo de jovens, e completamente tresloucado chega a um lugar público, onde há mães, irmãs, amigos ou seja lá quem for, e liberta todas as frustrações de uma vida, armando-se em treinador duro, daqueles que está convencido que é com aquela linguagem que faz homens de barba rija. Senti vergonha e não queria acreditar que o sistema permita que alguém com aquela conduta esteja à frente dos seus jovens.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o mais grave, é que havia uma “claque” de Real, possivelmente composta por pais de alguns miúdos, que para que o seu Mister não se sentisse sozinho, insultava o árbitro e o juiz de linha, com todos aqueles adjectivos que o futebol já nos habituou. Nem queria acreditar, como é possível que os pais dos miúdos tenham um comportamento pior do que o seu “Mister”? Como não consegui entender, imaginei que talvez estes paizinhos também treinem com o dito Mister durante a semana, para que depois nos jogos estejam todos em sintonia, e não destoar do cômputo geral do “bom desportista” que se vê nos nossos campos de futebol. Não tenho dúvidas que o Real tem uma “grande equipa” daquilo que não se deve ter no desporto. Mister e claque podem chegar longe e levar o nome da sua terra à glória. Diria mesmo que já atingiram um feito: ao fim de duas jornadas, já estão no jornal. Depois, dizem que os miúdos agridem os professores, insultam os colegas, e tem linguagem imprópria, não me admira! Diria mesmo que com um Mister assim, todos os miúdos podem tirar vinte à disciplina de português, e quando algo correr mal na sua vida profissional, num futuro próximo, podem sempre recorrer aos métodos do “Mourinho”, do Realense, para resolverem um qualquer diferendo ou até incentivar um amigo e mais tarde os seus filhos. Resta-me dizer, que os miúdos em campo, deram uma lição aos adultos que estavam na bancada, as duas equipas foram brilhantes, em futebol e educação. Quanto ao árbitro e seus adjuntos, bem! Reconheço que deve ser muito duro andar no meio desta selvajaria. Eu, garanto-lhes que saía do campo, entregava o apito a um dos paizinhos, e mandava-o arbitrar. Tenho a certeza que não o saberia fazer. Se mandasse talvez os mandasse arbitrar como trabalho comunitário, ou então obrigava-os a frequentar um curso intensivo de como ser pai e dar o exemplo aos filhos em noventa minutos de desporto. Agora percebo muito do que vejo acontecer nos nossos estádios de futebol. Percebo porque estão vazios, e o porquê das cenas vergonhosas que passam, e entram pelas nossas casas. Só não entendo é porque a Associação de Futebol de Braga, ou quem de direito que coordena este sector, não actua e mete ordem nesta ordinarice. Independentemente da sua formação futebolística, com curso ou não de treinador, o importante é que prevaleça os princípios básicos da boa educação, sendo este, um complemento aquela que é dada pelos pais, pelos professores e toda a comunidade educativa que os acompanha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É necessário um presidente de um clube com responsabilidade, saber que é da sua responsabilidade dar bons exemplos aos jovens da sua freguesia, e no mínimo, uma comunidade que não deixasse cair os seus filhos nas mãos de um pseudo-treinador, mal-educado, e incapaz de ajudar a construir homens válidos para o futuro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já disse ao meu filho que não mais voltaria a ir ao campo, e no meu caso, nem necessário é a direcção pedir para fazer boicote aos jogos. Não fui capaz de impedir o meu filho de continuar a jogar o seu futebol, o treinador do Maximinense portou-se dentro dos parâmetros do que deve ser um Mister de miúdos, mas em boa verdade vos digo; se o treinador fosse por acaso o do Realense, aí era certo, que o meu filho nunca mais entrava no clube enquanto aquele senhor por lá permanecesse. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;PS. Não quer dizer que do lado do Maximinense não houvesse ruído. Houve! Mas graças a Deus apenas o que é “normal” num campo de futebol. Para a história ficou o resultado: Maximinenese – 0, Realense – 1, o que seria se tivessem perdido? Nem quero imaginar. &lt;/div&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/269215101213593628-6536840528791563440?l=colunadosdueses-prosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/feeds/6536840528791563440/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/12/futebol-jovem-onde-nasce-vergonha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/6536840528791563440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/6536840528791563440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/12/futebol-jovem-onde-nasce-vergonha.html' title='Futebol jovem: Onde nasce a vergonha'/><author><name>Coluna Dos Deuses</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/SjAW_efqgoI/AAAAAAAAAAM/elBW73p3OKo/S220/Solidao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/TQd4aQRl36I/AAAAAAAAAg4/HoadKw6WTtI/s72-c/Onde%2Bcome%25C3%25A7a%2Ba%2Bvergonha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-269215101213593628.post-1368994356598143755</id><published>2010-12-06T15:01:00.000-08:00</published><updated>2010-12-06T15:01:30.639-08:00</updated><title type='text'>Zero</title><content type='html'>&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/TP1rAnVXjdI/AAAAAAAAAgg/yxKvZkoJi4g/s1600/zero.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="128" ox="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/TP1rAnVXjdI/AAAAAAAAAgg/yxKvZkoJi4g/s200/zero.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;br /&gt;O capitalismo também se apresenta em lata, e agora, para decepar os resistentes, nasceu a zero, zero calorias. A Coca-Cola conquistou o mundo da escrita, as palavras tombam embriagadas de cafeína. O artista não dorme, devassa a noite em glosas marginais. Contorce-se o papel em mãos geladas. Amanhece. Solta-se o dia, e todas as palavras ensopadas, ensonadas e encravadas organizam-se em música. Começa a Tocata e fuga em ré menor, Johann Sebastian Bach. Saia um expresso rápido por favor, tenho o carro mal estacionado e um pacto de estabilidade para fazer cumprir. &lt;/div&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/269215101213593628-1368994356598143755?l=colunadosdueses-prosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/feeds/1368994356598143755/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/12/zero.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/1368994356598143755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/1368994356598143755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/12/zero.html' title='Zero'/><author><name>Coluna Dos Deuses</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/SjAW_efqgoI/AAAAAAAAAAM/elBW73p3OKo/S220/Solidao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/TP1rAnVXjdI/AAAAAAAAAgg/yxKvZkoJi4g/s72-c/zero.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-269215101213593628.post-8950800128558216660</id><published>2010-11-22T18:20:00.000-08:00</published><updated>2010-11-22T18:21:57.798-08:00</updated><title type='text'>"Realejeiro"</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/TOskmB3UD5I/AAAAAAAAAgM/UvTtur4Ctt8/s1600/realejeiro.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" ox="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/TOskmB3UD5I/AAAAAAAAAgM/UvTtur4Ctt8/s320/realejeiro.jpg" width="235" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Hoje acordei com uma caixa de música na cabeça. Depois de um forte esforço supra-matinal lembrei-me do realejo. A questão que se curvou sobre o meu ar ensonado do antes do pequeno-almoço é saber que nome se dá ao homem que toca o realejo. Nada me ocorreu na memória colectiva, recorri com a destreza possível das manhãs à memória selectiva e o resultado foi o mesmo, mais um nada. Depois de farto o estômago, cansado da longa travessia do vazio da noite, com um “petit dejeuner” leve, mediterrânico pobre, pão com manteiga magra e uma meia de leite directa, esta tirada numa Nespresso do famoso actor George Clooney, e uma almoçadeira “xpto” com os dizeres: “Breakfast”. Percebi o motivo porque se fala tanto na globalização, o estrangeirismo está por todo o lado, faltou-me o Financial Times ao lado da tosta, e aquele ar de “self-made man” que a todo o momento arranca para o mundo dos negócios amarrado a “long cashmere coat”, “paraguas” e “petite serviette en cuir noir”. Não aguentei a pressão da ignorância e abalei em busca do conhecimento, tem que haver um nome para o homem que toca o realejo. Parti das premissas filosóficas do geral para o particular: - Se os homens dos relógios são relojoeiros, logo os homens dos realejos são realejeiros. Não me suou muito bem! há nesta palavra um paladar avinagrado, aziumado, assim… tipo iogurte fora de prazo. Percebi, talvez tardiamente, que um homem que toca uma caixa de música nunca poderia ser realejeiro, impossível, esta palavra não tem dignidade, estaleca, não é arrebatadora, ninguém ouve um realejeiro por muita arte que o homem da música tenha a dar à manivela, (isto pensava eu, verão que vou mudar de ideias). Apenas os nomes simples perduram na história, Manel, Maria, tia Alzira, Tio Tone, Arménio, Quim, Sr. Silva ou então um com “pedigree”, com sangue azul, um nome que só de olhar absorva toda a história dos antepassados, estou por exemplo a lembrar-me dos Pauliteiros de Miranda, o exemplo não podia ser melhor, o nome diz logo que estes gajos são do tempo do Viriato, e os paus são apenas um pormenor, esta região tocaria outra coisa qualquer, o seu DNA é daqueles que não engana, e a música apareceria nem que fosse a bater com calhaus em latas de salsichas. Pensei então que o nome mais apropriado para o homem do realejo seria realejumúsico. Se este homem faz música tem toda a lógica este nome. Mas a questão é saber que tipo de música o homem do realejo toca e se isso poderá influenciar o nome da sua arte. Imaginei um realejeiro a tocar jazz, bem, o nome sofria logo uma mudança substancial, para cativar os aficionados do jazz o melhor seria o realejeiro chamar-se ou “realjazemúsico”, isto é, se este tivesse importado a caixa de New Orleans e a música produzida pela manivela permitisse imitar a trompete do Louis Amestrong. Depressa compreendi, que este nome ligado ao jazz era bastante castrador para os realejeiros da música popular, os ditos pimbas, e que nunca ouviram jazz. Ficariam ligados a uma música influenciada pela comunidade negra, coisa que a nossa terra não está preparada, por aqui o fado ainda é que dita as regras. Mas ainda há os nórdicos, os homens de cabelo loiro e olhos azuis, desgostosos com a conotação do instrumento à cultura do cabelo encarapinhado e pele escura, é certo e sabido, que este gajos emproados não iriam gostar, e o mais certo é o aparecimento de um movimento anti-realejo. Estou perante um caso daqueles que em linguagem popular se pode dizer de bicudo. Vou ter que ter muito cuidado com as tendências musicais, não posso castrar a clave do sol, o sol quando nasce é para todos, logo todas as tendências musicais tem que se rever neste novo nome. Não sou homem para desistir de nada, mas depois de várias pesquisas “científicas” on-line, enciclopédia Luso-Brasileira, dicionários de várias línguas incluindo o chinês, o marroquino, romeno e o dos PALOPs, e outros meios que dispunha para levar a cabo esta espinhosa tarefa, concluí que afinal o nome que a linguística portuguesa construiu para este fazedor de música “box” é afinal um nome bem simples: O Homem do Realejo! Abriu-se uma brecha na história para mim, posso finalmente criar um nome de um fazedor de arte musical com manivela, uma arte milenar com um novo nome para o homem criador de sons perfeitamente ligados entre si, quer isto dizer, música. Este novo nome terá a dignidade que há muito tempo é devida a estes homens da música. Será um nome próprio, capaz de ser sindicalizado, e suficientemente aglutinador para levar em frente a sua primeira associação de classe, suficiente forte para defender os seus interesses e capaz de lhes devolver a dignidade que nunca tiveram. Estou espantado comigo, acabei de fazer uma regressão histórica, voltei às lutas dos trabalhadores do século XIX em Inglaterra, à revolução das massas, dos direitos do operariado, do movimento sindical, da conquista do salário justo, das desigualdades enfim, a luta do proletariado contra o grande patronato. Estou estarrecido, pela primeira vez faço parte da história, o meu nome será a Grândola Vila Morena dos realejeiros, sou a revolução de uma classe. A partir de hoje o Homem do realejo será o realejeiro com toda a dignidade que merece. Estará ao mesmo nível dos relojoeiros, sapateiros, pistoleiros, politiqueiros. Sinto-me satisfeito, não por mim que sou um insatisfeito compulsivo, sinto-me satisfeito pelos realejeiros de todo o mundo, e sei que não são poucos. Mais tarde ou mais cedo a humanidade perceberá a importância dos realejeiros no desenvolvimento da arte musical neste novo mundo global. Mas importante mesmo, é este acordar louco de um louco como este que vos escreve com prazer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/269215101213593628-8950800128558216660?l=colunadosdueses-prosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/feeds/8950800128558216660/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/11/hoje-acordei-com-uma-caixa-de-musica-na.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/8950800128558216660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/8950800128558216660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/11/hoje-acordei-com-uma-caixa-de-musica-na.html' title='&quot;Realejeiro&quot;'/><author><name>Coluna Dos Deuses</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/SjAW_efqgoI/AAAAAAAAAAM/elBW73p3OKo/S220/Solidao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/TOskmB3UD5I/AAAAAAAAAgM/UvTtur4Ctt8/s72-c/realejeiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-269215101213593628.post-4952936562895456404</id><published>2010-11-16T02:31:00.000-08:00</published><updated>2010-11-16T09:17:13.006-08:00</updated><title type='text'>Derby - Guimarães / Braga  2010</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/TOJa_Yt5b3I/AAAAAAAAAgE/9fHeAu-mzXU/s1600/Derby+-+Guimar%25C3%25A3es+-+Braga.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="189" px="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/TOJa_Yt5b3I/AAAAAAAAAgE/9fHeAu-mzXU/s200/Derby+-+Guimar%25C3%25A3es+-+Braga.png" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguém disse uma vez: " o que é preciso para o mal triunfar, é que os homens bons não façam nada”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todo o país (quase), valorizou os cinco a zero com que o FC do Porto brindou o Benfica, alguns até se vangloriaram da vitória com cheiro a humilhação, como se a humilhação estivesse ligada às derrotas. No meu caso, no meu habitat, sempre que me falam em humilhação associo à honra, e nunca às derrotas. Deste modo, penso que o homem é sempre resultado do meio com que interage, já dizia Piaget, e com toda a razão. Ontem, as bolas de golfe esgotaram em Guimarães, espero o resultado do derby minhoto com os bracarenses com ansiedade. Acredito, que os vencedores vão ser mais uma vez os desportistas do costume, aqueles que apesar de trazerem a honra pendurada ao pescoço, encheram as suas colunas da net (facebook) com a espantosa demonstração de grandeza de um clube e continuam a pactuar com toda a sujeira nacional dos homens do nosso desporto. O passado para eles justifica o futuro, em jeito de: se os outros fizeram, agora também podemos fazer. Brilhante e eficaz esta sorte de saber pensar assim, tudo no mundo é justificável, mato porque o teu tio já matou, ou então compro árbitros porque o teu clube já comprou. “Fantástico Mike, vê como resultou, passamos o pano e todas as nódoas saíram”, dizia um vendedor de produtos on line na TV. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se dúvidas tinha sobre a grandeza desta gente que faz um grande clube, hoje, estou quase a acreditar que cairão por terra. O Futebol Clube do Porto e os seus sócios, deram mais uma belíssima aula dos bons costumes do povo da Invicta, de como deve ser um bom jogo de futebol: bolas de golfe, galinhas e outras coisas mais. Agora tudo aponta que o Guimarães se torne também num grande clube e já só falta saber quem vai ser o próximo a ser grande.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o silêncio vai continuar, e os “bons” vão continuar a festejar as vitórias, mesmo aquelas que não são feitas na justiça deste país, e que para isso sejam obrigados a não ter you tube. Resta-nos mesmo a justiça divina. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aguardo serenamente pelo resultado, obviamente no meu sofá, aqui por casa ninguém joga golfe e as galinhas estão congeladas. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/269215101213593628-4952936562895456404?l=colunadosdueses-prosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/feeds/4952936562895456404/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/11/derby-guimaraes-braga-2010.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/4952936562895456404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/4952936562895456404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/11/derby-guimaraes-braga-2010.html' title='Derby - Guimarães / Braga  2010'/><author><name>Coluna Dos Deuses</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/SjAW_efqgoI/AAAAAAAAAAM/elBW73p3OKo/S220/Solidao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/TOJa_Yt5b3I/AAAAAAAAAgE/9fHeAu-mzXU/s72-c/Derby+-+Guimar%25C3%25A3es+-+Braga.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-269215101213593628.post-5105462723108404878</id><published>2010-11-03T04:32:00.000-07:00</published><updated>2010-11-06T19:02:01.373-07:00</updated><title type='text'>Pensa(mente)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/TNFIBJy9oiI/AAAAAAAAAfc/UJy3LLhfLug/s1600/O+Pensador+-+Eduardo+Pinho.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" px="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/TNFIBJy9oiI/AAAAAAAAAfc/UJy3LLhfLug/s320/O+Pensador+-+Eduardo+Pinho.jpg" width="246" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;O Pensador - Eduardo Pinho&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Continuo a pensar. Penso como esta coisa de pensar pode ser importante a esta hora da noite. Tenho uns amigos loucos que dizem sempre que pensam muito. Imagino que deve ser por se acharem pensadores. Toda a vida os ouvi murmurar, em voz que bem pode ser alta, que são exímios pensadores. Nunca percebi muito bem o que eles pensavam. Penso que talvez por isso possam ser mesmo muito inteligentes. Bem, talvez também possa acontecer de que eu sem saber, por ignorância pura, possa ser ainda mais louco de que eles. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vou dormir. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes de dormir deixo a minha reflexão: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(1 - Pela manhã posso ser outra pessoa; 2 – Posso não me lembrar de nada; 3 – Ter outro entendimento sobre loucura; 4 – Já não ter amigos; 5 – Não querer saber do que pensam os amigos; 6 – Um etc. fica sempre bem num texto.) &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez possa existir um conflito de interesses, pessoais, digo eu. Estamos ainda no plano de animais racionais. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/269215101213593628-5105462723108404878?l=colunadosdueses-prosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/feeds/5105462723108404878/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/11/pensamente.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/5105462723108404878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/5105462723108404878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/11/pensamente.html' title='Pensa(mente)'/><author><name>Coluna Dos Deuses</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/SjAW_efqgoI/AAAAAAAAAAM/elBW73p3OKo/S220/Solidao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/TNFIBJy9oiI/AAAAAAAAAfc/UJy3LLhfLug/s72-c/O+Pensador+-+Eduardo+Pinho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-269215101213593628.post-3861682615348066600</id><published>2010-10-25T06:59:00.000-07:00</published><updated>2010-10-25T06:59:22.206-07:00</updated><title type='text'>O Facebook pergunta: em que estás a pensar?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/TMWMV6zCgII/AAAAAAAAAfE/V_wAlx74NgY/s1600/No+facebook+pergunta-me+-+em+que+est%C3%A1s+a+pensar.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="120" nx="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/TMWMV6zCgII/AAAAAAAAAfE/V_wAlx74NgY/s320/No+facebook+pergunta-me+-+em+que+est%C3%A1s+a+pensar.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;…no tempo que dedico aos outros, e na falta de tempo que os outros tem para comigo, por acharem que o meu tempo não é tão importante como o deles. Talvez o erro seja meu, o meu relógio é dos antigos, encrava com facilidade com a aceleração do ritmo sanguíneo, coisa do sistema nervoso. Dizem os entendidos, que há uma ligação quase umbilical entre o relógio e o batimento cardíaco que faz toda a diferença no acerto dos tempos. Acredito! Vejo o ponteiro dos segundos a correr num ritmo infernal, sabe-se preso a um círculo que corre mais depressa que qualquer tempo. Os segundos não existem para gente que apenas conhece o seu tempo. No entanto, e diga-se em abono da verdade, que muitas vezes o marcador do meu tempo pára por falta de corda, induz-me em erro. Preocupado como sou, acabo sempre por chegar antes da hora real, aquela que é marcada em Inglaterra e que faz do Big Ben o meu relógio favorito. Bonito, grande, com uns ponteiros que saltam sempre que passam de minuto em minuto, diz-nos pela sua imponência, o respeito que temos que ter pelo tempo universal. Bem sei que estou para aqui a divagar, estou com tempo, é Domingo e tenho a roupa passada. Por sua vez, a máquina da roupa tem um relógio que sempre que acaba de torcer a roupa, apita para que eu tenha consciência do que tenho que fazer para não me faltar o tempo mais tarde. O mesmo se passa com o microondas, também este já veio com um relógio que não só marca o tempo mas também a intensidade da temperatura. Fantástico! Digo eu. Uma mariquice diria a minha avó, talvez até achasse que era coisa do diabo. Mas com tanta coisa para regular o tempo que temos obrigatoriamente que gastar, esquecemo-nos de arranjar um relógio com um apito que marque o tempo que temos para gastar com os que de perto merecem o nosso tempo. Alguns destes novos humanos, munidos de máquinas de relojoeiros consagrados, acabam por tentar fazer do seu tempo o verdadeiro tempo, chegando atrasados ao meu tempo. Estas esperas até que acabam por me trazer um tempo que até há bem pouco tempo não tinha, e sou agora capaz de pensar sobre as falhas dos tempos dos outros. Cheguei a uma conclusão, não sei se será uma grande conclusão, porque reconheço, que a idade muitas vezes já só me dá os bons exemplos para apoiar os raciocínios: No meu entender, talvez seja ignorância ou até talvez distracção. Hoje, os relógios não tem números, e a maior parte das pessoas anda perdida no meio de mostradores, uns que deveriam mostrar mas que no fim de contas não mostram nada. Estou seriamente a pensar, em comprar um swatch quartz, daqueles que dão horas na cabeça dos outros, quem sabe os possa acordar para a minha realidade temporal. Então, se houvesse um com uma porta para sair cucos, ficaria ainda mais feliz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/269215101213593628-3861682615348066600?l=colunadosdueses-prosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/feeds/3861682615348066600/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/10/o-facebook-pergunta-em-que-estas-pensar.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/3861682615348066600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/3861682615348066600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/10/o-facebook-pergunta-em-que-estas-pensar.html' title='O Facebook pergunta: em que estás a pensar?'/><author><name>Coluna Dos Deuses</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/SjAW_efqgoI/AAAAAAAAAAM/elBW73p3OKo/S220/Solidao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/TMWMV6zCgII/AAAAAAAAAfE/V_wAlx74NgY/s72-c/No+facebook+pergunta-me+-+em+que+est%C3%A1s+a+pensar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-269215101213593628.post-4065313272917668053</id><published>2010-10-14T02:57:00.000-07:00</published><updated>2010-10-14T03:02:38.345-07:00</updated><title type='text'>Reencontro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/TLbTsiij6qI/AAAAAAAAAfA/k6QQVITMzvo/s1600/Salvador+Dali+-+Reencontro.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ex="true" height="225" src="http://3.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/TLbTsiij6qI/AAAAAAAAAfA/k6QQVITMzvo/s320/Salvador+Dali+-+Reencontro.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Salvador Dali&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;Já não era sem tempo. Faz tempo que me perdi no vosso tempo, um que vocês inventaram para me fazerem perder um tempo que jamais recuperarei. Hoje, estou no meu tempo, estou só, melhor, estou comigo. É bom estar comigo novamente. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/269215101213593628-4065313272917668053?l=colunadosdueses-prosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/feeds/4065313272917668053/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/10/reencontro.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/4065313272917668053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/4065313272917668053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/10/reencontro.html' title='Reencontro'/><author><name>Coluna Dos Deuses</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/SjAW_efqgoI/AAAAAAAAAAM/elBW73p3OKo/S220/Solidao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/TLbTsiij6qI/AAAAAAAAAfA/k6QQVITMzvo/s72-c/Salvador+Dali+-+Reencontro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-269215101213593628.post-3011321053939453195</id><published>2010-09-25T08:07:00.000-07:00</published><updated>2010-09-25T08:07:58.742-07:00</updated><title type='text'>São os brasileiros mal tratados no Luso?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/TJ4PiWBIwXI/AAAAAAAAAeQ/n7fRcs0BxA0/s1600/Pedro+Am%C3%A9rico+-+Grito+do+Ipiranga.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="205" px="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/TJ4PiWBIwXI/AAAAAAAAAeQ/n7fRcs0BxA0/s400/Pedro+Am%C3%A9rico+-+Grito+do+Ipiranga.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Pedro Américo - Grito do Ipiranga&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Estes dias um colega meu aqui do Luso, fez referência a um tratamento menos elegante por parte dos portugueses aos usurários brasileiros, assim como aos que por opção, optam por uma escrita de cariz religioso. Bem, falarei por mim que não sendo ninguém neste site de escrita, já levo nesta casa cerca de ano e meio e a única coisa que me apraz dizer é o seguinte: Vou começar pela descriminação religiosa. Muitos autores tem tendência para recorrer diariamente na sua escrita a mensagens de cariz religioso, nada a opor, a liberdade de escrita também inclui este ramo, religioso, no entanto, é bom lembrar que quando se faz uma saudação de uma determinada religião, seja ela qual for, do outro lado pode estar uma pessoa que não quer saber da religião coisa nenhuma, ou tem mesmo uma outra religião. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Que fazer? No meu entender mandar uma MP ao seu colega e pedir para não incluir mensagens religiosas nos comentários aos seus textos. Aqui, termina uma liberdade e começa outra, apesar daquela teoria de que quando postamos alguma coisa passa a ser pública, volto a reafirmar que tenho as minhas dúvidas sobre esta teoria, ou pelo menos de parte dela. Se um autor já pediu para não haver manifestação nos seus textos de uma qualquer palavra ou mensagem de cariz religioso, na minha opinião deve ser respeitado, mesmo sendo esta pública. Liberdade é isto mesmo, respeitar o espaço dos outros, reparem que não estou a falar do contraditório de opinião, apenas num tipo de escrita ou mensagens, que pode mais parecer um novo método de pregar o evangelho porta a porta, como nós bem conhecemos aqui. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;A escrita é livre, façam-no como entenderem, o texto é vosso e só lê quem quer (obviamente com aquelas ressalvas todas que já sabemos). Mas em boa verdade, desde que estou aqui nunca assisti a um único conflito sobre este tema, até pelo contrário sinto uma grande tolerância religiosa, até por aqueles que não querem saber de Deus nenhum. Por isso, creio que a questão é muito mais uma questão pessoal, e da qualidade da escrita, do que propriamente um problema religioso. Mas passemos em frente que esta não é a questão principal, aquela que de vez em quando aparece aqui no luso sempre que há problemas entre autores. Muitas vezes esta questão parece-me mais aqueles jogos políticos, onde cada facção tenta encontrar mais apoios para a sua causa, é nesta altura que surgem sempre umas afirmações que enquanto utilizador deste site, me preocupam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acredito que de forma pontual, um ou outro autor possa ter num ou noutro escrito um desempenho menos digno com um ou outro colega escritor, no entanto, não creio que essa indelicadeza tenha por base a sua nacionalidade. Acredito, que muitas destas indelicadezas tem muito mais a ver com a qualidade da escrita do que outra coisa qualquer. No entanto, não senti nunca que houvesse um ataque organizado aos nossos colegas do outro lado do atlântico. É claro que estou a falar por mim, autor, escritor, usurário seja lá o que queiram entender, mas jamais eu calaria a minha voz, se um dia sentisse que um qualquer grupo de portugueses tentasse ferir um qualquer cidadão brasileiro de uma forma organizada. O que aqui já assisti, e várias vezes, é uma discussão pela palavra “dita” portuguesa e a “dita” português do Brasil. Mas meus amigos, o Luso é diferente do que se tem passado em Portugal e no Brasil nas discussões infindáveis sobre o acordo ortográfico? Não, não é! Mas não vejo que daqui venha mal ao mundo, cada “facção” deve lutar por aquilo que entende melhor para uma língua que afinal é usada pelos dois países. No entanto, o que eu quero aqui dizer é bem mais fácil do que essa retórica que os autores ou utilizadores querem fazer crer ao escrever. Eu, enquanto usurário desta casa que tanto gosto, nunca permitiria um qualquer tratamento humilhante a um colega meu aqui no Luso, fosse ele brasileiro ou chinês. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho gente do outro lado do mar que gosto muito, e com alguns, incrivelmente, parece que já nos conhecemos desde sempre, tais são as afinidades criadas aqui no Luso. E não me venham com histórias de que há deste lado gente má e do outro só gente boa. Há gente má aqui e lá, e todo o Luso sabe disso, e a única solução é dar-lhes o caminho todo. Por mim, sei exactamente qual é o meu papel aqui dentro do site, e sempre que sentir que algo menos correcto possa existir de uma forma organizada e que vá contra os meus valores, intervirei. Se forem questões pessoais entre colegas, ficarei no meu lugar, quieto. A liberdade deles não é menor do que a minha. Assiste-lhes esse direito de confrontarem ideias. O bom senso não se ensina, a usurários que na sua maior parte já são chefes de família, terão que ser eles a descobrir esse bom senso, até porque é a única forma de serem tolerados neste crivo diário que vamos fazendo muitas vezes injustamente. Por mim vos digo, nem sei se há brasileiros neste site, talvez porque fui habituado a gostar das pessoas independentemente do que elas são ou onde moram, sei apenas, que há gente aqui que mora no Brasil, bem longe da minha casa, e isso realmente não gosto, gostaria que vivessem mais perto deste meu poiso, assim, talvez eu pudesse ir beber um “choupinho” com os meus amigos brasucas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aqui fica uma das poucas coisas que eu não gosto do Brasil. A distância mata-me! Mas a raiva de não lhes poder dar um abraço ultrapassa o acordo ortográfico e qualquer diferença do português. Para terminar digo-vos apenas que um dia estava eu no Brasil numa daqueles bares rodeados de palmeiras e sol e um funcionário perguntou-me se eu era argentino. Fiquei mau, apetecia-me dar-lhe uma boa coça. Eu falo espanhol? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/269215101213593628-3011321053939453195?l=colunadosdueses-prosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/feeds/3011321053939453195/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/09/sao-os-brasileiros-mal-tratados-no-luso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/3011321053939453195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/3011321053939453195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/09/sao-os-brasileiros-mal-tratados-no-luso.html' title='São os brasileiros mal tratados no Luso?'/><author><name>Coluna Dos Deuses</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/SjAW_efqgoI/AAAAAAAAAAM/elBW73p3OKo/S220/Solidao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/TJ4PiWBIwXI/AAAAAAAAAeQ/n7fRcs0BxA0/s72-c/Pedro+Am%C3%A9rico+-+Grito+do+Ipiranga.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-269215101213593628.post-4733058012256231415</id><published>2010-09-21T02:42:00.000-07:00</published><updated>2010-09-21T02:42:17.910-07:00</updated><title type='text'>Amigo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/TJh9XfgiQ9I/AAAAAAAAAeA/r12Lo-wm_QU/s1600/Amigo+-+Amizade+Picasso.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" qx="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/TJh9XfgiQ9I/AAAAAAAAAeA/r12Lo-wm_QU/s400/Amigo+-+Amizade+Picasso.jpg" width="252" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Amizade - Picasso&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Amigo, bem sei que esta palavra é muito complicada, mas eu gosto demais destas cinco letras juntas. Trouxe-as de um tempo distante, aprendia-as em minha casa, estas palavras têm que ser primeiro aprendidas em casa, para depois poderem ser usadas numa rua qualquer, num café, num encontro de amigos, num jantar, ou até mesmo aqui, no Luso. Interrogo-me o porquê de valorizar tanto estas palavras, e tento encontrar razões válidas para ter a certeza que esta minha satisfação seja eterna. Quero continuar a ter esta palavra Amigo como companhia, assim poderei sempre usá-la para fazer dos meus amigos ainda mais amigos. Esta palavra é realmente fantástica. No passado, a educação era muito mais severa do que nos dias de hoje, mas agora que estou na meia-idade, percebo que afinal, aquela que eu tive não foi assim tão diferente do que os pedagogos escrevem por aí nesses livros, onde quase sempre se distinguem por saberem tudo, mesmo aquilo que não se consegue saber. Mas esta gente é assim, tiram um canudo qualquer e depois fazem da educação uma coisa nova, esquecem-se que tem tantos anos como o homem. O meu Pai apesar de vestir a figura de chefe de família, como na altura se exigia incessantemente, foi capaz de compreender a minha juventude, e conforme eu ia crescendo mais ele me verbalizava que também já tinha sido jovem. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre que tinha oportunidade lá me ia dizendo que a vida era uma coisa séria, e era necessário ter umas quantidades de virtudes para singrar neste mundo sempre complicado. A educação era feita com intervenções pontuais, o beijo do bom dia com o romper do dia, o beijo da boa noite com a ida para a cama, o respeito pelos mais velhos, bem uma panóplia de coisas que hoje parecem estar em desuso para muito boa gente, modernices, coisas que naquele tempo não cabiam na maneira de ser dos mais velhos. Mais tarde, já eu me parecia mais com um adolescente responsável, obrigava-me a cumprir uma quantidade de regras mais de acordo com a barba que ia crescendo, lembro-me de uma que me revoltava, era filho do patrão, mas o horário de trabalho tinha que ser comprido religiosamente. Tínhamos de dar o exemplo. Este era o meu Pai, chefe de família, dono de uma responsabilidade que era a de fazer de mim homem. Depois vinha um outro Pai, aquele que apenas eu sabia que estava lá, intuição de filho creio eu, mas talvez pela juventude incapaz ainda de perceber verdadeiramente aqueles sinais de proximidade. Só mais tarde a idade me deu essa sabedoria. Este era o meu pai amigo, aquele que compreendia a minha juventude, este Pai era o máximo, tenho tantas saudades desse tempo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ó meu Deus, seria bom ter apenas mais uma oportunidade para lhe poder dizer tanta coisa que ficou por dizer. Sei que nada posso fazer para voltar ao passado a não ser escrever, escreverei então. Quando eu chegava com o romper da manhã a casa, feliz por poder estar com os meus amigos nas borgas, ele esperava-me no cimo das escadas, e perguntava: – então! a noite correu bem? Hoje deve ter sido uma noite fantástica pela hora! Eu lá lhe respondia da maneira que sabia, pouco há para dizer a um Pai nestas circunstâncias, pensava eu. Hoje, talvez lhe explicasse um pouco mais da noite, talvez lhe dissesse uma das muitas ocasiões que me tinha rido entre os amigos, hoje, eu sei que ele compreenderia muito melhor do que eu imaginava o que é a juventude. Nunca mais me esqueço do dia que tirei a carta de condução. Com carta, com carro, e já com o meu ordenado, ele sabia que naquele fim-de-semana o automóvel comprado por ele seis meses antes não iria parar. Eu era jovem, e a energia aliada à alegria da conquista de mais um meio para voar não daria descanso à viatura. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abriu a carteira e deu-me uma quantia de dinheiro que dava para encher o depósito umas quantas vezes. Só um Pai diferente saberia ler a minha juventude naquele tempo, os meus sonhos. Liberdade com máxima responsabilidade. Amizade foi o que sempre houve no meu Pai, tanta que hoje toda aquela que eu tenho de nada vale, é miserável, não fiz nada por ela, herdei-a, nem trabalhei para a ter. Sou afinal um miserável de homem que ainda tem tanto para fazer. Um dia, já o meu Pai doente, e velhote, deslocava-se a um banco na minha cidade, um sujeito na casa dos seus quarenta anos, dirigiu-se a ele e disse: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Sr. Lopes, o Sr. não sabe quem eu sou, mas eu sei bem quem o Sr. é. O Senhor, sempre me oferecia dois rebuçados em criança, e nem imagina como isso era fantástico! Chorei ali a seu lado, o meu Pai sempre trazia rebuçados para as crianças no bolso, no tempo em que nem os ricos os comiam. Fazia acontecer milagres, estes que eu hoje ainda acredito. Hoje, ainda guardo a inveja que todos os meus amigos me tinham por eu ter um Pai especial, também eles eram servidos pela compreensão. Eram até estes que lhe davam conta dos nossos maiores feitos na noite bracarense, coisa que o meu Pai sempre respondia com um sorriso e com uma palavra de um homem que não envelhecia. Este homem que tinha passado as “passas do Algarve” queria para o seu filho aquilo que nunca teve.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso, quando vejo por aqui gente a desdenhar da amizade, a culpar o mundo, a desconfiar das virtudes das pessoas, eu sempre tenho um truque em memória para apagar o mau estar que me provocam, lembro-me do meu Pai, da minha casa, do labor que ali havia para fazer os filhos mais felizes. Que melhor posso eu crer? Para esses, que estão de mal com o mundo eu deixo um conselho, e se nunca tiveram uma casa onde a palavra amigo era servida diariamente entre sorrisos e carinhos, não venham com morais bacocas para cima de mim, esforcem-se, coloquem a inteligência de parte, as diferenças e façam a sua própria casa, com esse valor de amizade. Talvez assim deixem de desconfiar do mundo, talvez assim se encontrem, e quem sabe conseguem escrever poesia sem rima, daquela que sai do coração, sem mecânica e sem desconfiança.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu, por mim digo-vos não valho nada, tudo que tenho foi-me dado pela minha casa, esta tinha uma família que agora sinto cada vez mais forte. Aos meus filhos, quero que saibam tudo do avô, a avó ainda é viva e feliz. Já de mim sabem quero que saibam que gosto da juventude deles, gosto dos jovens, de todos os jovens, principalmente daqueles que tem sonhos, gosto de os ver felizes, gosto de os ver sorrir, gosto que me olhem nos olhos e saibam que também eu um dia fui jovem, com amigos, com noitadas, com palermices, com um milhar de coisas que apenas se encontra nesse tempo. Agora, tudo faço para os compreender, mas não têm que me agradecer nada, eu nada fiz, têm de agradecer ao avô, Lopes. Ainda hoje, o lugar dele está por ocupar, por isso é que não deixo ninguém tratar-me por Lopes, não sou, nunca estarei confortável com esse nome, mas sou um José Luís que gosta da palavra amigo, em minha casa ou no Luso, não somos num lado, o que não somos no outro. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aos que desconfiam desta palavra aconselho-os a deixar a poesia, esta é feita de palavras amigas. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/269215101213593628-4733058012256231415?l=colunadosdueses-prosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/feeds/4733058012256231415/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/09/amigo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/4733058012256231415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/4733058012256231415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/09/amigo.html' title='Amigo'/><author><name>Coluna Dos Deuses</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/SjAW_efqgoI/AAAAAAAAAAM/elBW73p3OKo/S220/Solidao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/TJh9XfgiQ9I/AAAAAAAAAeA/r12Lo-wm_QU/s72-c/Amigo+-+Amizade+Picasso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-269215101213593628.post-3221799998959247693</id><published>2010-09-17T03:33:00.000-07:00</published><updated>2010-09-29T05:56:03.877-07:00</updated><title type='text'>Carta Aberta aos meus amigos lusos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/TJNCR79O6qI/AAAAAAAAAd4/gbXNprhJZnY/s1600/luso.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="107" qx="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/TJNCR79O6qI/AAAAAAAAAd4/gbXNprhJZnY/s200/luso.gif" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Sigo diariamente tudo o que por aqui se vai passando neste Luso de escrita e contra-escrita. Fiquei na dúvida se deveria ou não intervir, isto é, escrever o que penso. Afinal, ao fazê-lo, estou também eu a subscrever a contra-escrita, não que esta me aflija enquanto forma de criatividade dos autores, até penso que será salutar, e se for criativa, até acaba por trazer mais diversidade a este espaço, muitas vezes carente de novas ideias e novas escritas.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;O que mais me incomoda, são os ataques constantes, que diariamente surgem neste espaço. Começo seriamente a pensar que talvez não me reste outro caminho que outros colegas tomaram, sair e bater com a porta. O problema é que, e como diz o ditado,”não há nada como o primeiro amor”, e isso aconteceu comigo e com o Luso. Foi aqui que dei os meus primeiros passos a escrever para gente que desconheço, gente de outras terras e paragens com outras maneiras de ser e dizer coisas. Foi aqui meus amigos que me senti pela primeira vez escritor, bem sei que sou um escritor de letra pequena, mas mesmo assim, nem imaginam como eu fico feliz por receber um elogio. Como eu sonho e me imagino a escrever então coisas inimagináveis, e quem sabe, receber mais de mil comentários a dizer-me que as palavras são grandiosas. É este Luso dos sonhos que eu quero. Necessito de poder sonhar com cada palavra que aqui quero dizer, é aqui que eu falo para dentro de mim e digo: -José, tens que trabalhar mais, tens que ler mais, tens que te esforçar mais. É aqui que deixo lágrimas, não pensem que é só o Zé Torres que chora, eu também choro por não ter mais capacidade de escrever. Queria tanto! Meu Deus, tantas vezes me interrogo porque não apareceu o Luso mais cedo? Talvez assim eu fosse melhor escritor, talvez assim eu conseguisse um dia editar um livro, convicto de que os meus leitores não seriam aldrabados. Ainda me lembro, do dia que aqui entrei, e nem um comentário tive. A minha vontade foi desistir, partir, afinal eu era mesmo mau! Nunca iria escrever coisa nenhuma. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Apareceu o primeiro comentário, depois outro, e outros, e eu iludi-me, comecei a sonhar, e a querer escrever melhor, e sempre mais. Como estava feliz! Um dia, alguém me disse que eu sabia escrever, foi um dos dias mais felizes que eu tive no Luso, acho que me deixei ficar a olhar para a mensagem horas. Ainda hoje guardo aqui dentro o aroma desse dia, é a medalha da minha vida. Assim cresci, assim fui melhorando na escrita, e a gratidão, essa, irá morrer comigo, para todos aqueles que me deixaram os primeiros comentários. Esses, não foram os escritores consagrados do Luso, foram os “pimbas”, aqueles que mandam flores, beijinhos e abraços. Talvez alguns não saibam escrever muito bem, talvez alguns não tenham a melhor forma de estar aqui no Luso, talvez tenham defeitos, talvez alguns graves, talvez até capazes de merecer expulsões, mas porra, foram estes que me carregaram às costas, até eu ter confiança para escrever, assim, como o faço hoje. A esta gente, estou sempre com um obrigado na boca, são estes os verdadeiros fãs, foram estes que me disseram que eu era capaz, e me deram todo o tempo necessário para melhorar. “Obrigado a todos vós”, são as minhas palavras. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Depois o tempo, o bom tempo passado a escrever, deu-me a conhecer as pessoas. Ainda mais bonita ficou a escrita, lembro-me por exemplo da Cleo, que bem que escreve, adoro ler esta MULHER! Guardo desde sempre um carinho enorme por esta colega. A Dolores! Bem, desta posso dizer que sou amigo. Porra! A escrita dá-me tanta coisa, e esta mulher das Beiras, está sempre pronta a dar tudo para me ajudar a evoluir na escrita e sempre com um carinho. Que bom é falar com ela. Ana Martins! Mulher fantástica. A escrita arranja cada coisa! Quantas vezes falamos ao telefone e deixámos cair umas boas gargalhadas, e aquelas PMs a desejar uma boa noite. Que maravilha. Depois veio mais uma quantidade de gente como eu, que gosta de fazer amizades. Por último, pude conhecer o José Torres, frequentar a sua casa, partilhar da sua família e amigos. E aqui, deixem-me dizer que já muitas vezes discordei da sua linha de pensamento e de alguns dos seus textos. Mas meus amigos, sempre fomos capazes de falar, e do outro lado da escrita está realmente outro homem, um homem como eu com defeitos e virtudes, mas que me recebeu em sua casa com um abraço sincero. Poderia falar na Mar, como eu gosto desta miúda, nunca o avatar me tinha dito coisa nenhuma desta colega que tem a idade dos meus filhos. Ainda tão nova e com tantos sonhos. No Arlindo Mota, que homem fantástico, como é bom saber que colho amizade por terras do Sado, ainda guardo em prateleira distinta os livros que com amizade me ofereceu. Na Alexis, na Roque Silveira, no Cristóvão que conheci recentemente e que é um colega fantástico, no meu amigo Rogério de fradelos que maravilha de amigão, na Sãozinha, que, apesar de distante, deixa-me muita saudade. A Conceição B, a Maria João horroris causa, da Vóny, que sempre me incentivou, da Ana Coelho e do seu marido, que casal fantástico, da Vânia, que adoro, a Fátima&amp;nbsp; com aquele beijo azul, sempre a fazer de mim o melhor poeta do mundo,e os meus amigos António Bernardino da Fonseca e a sua esposa Olema. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Não tenho palavras para tanta amabilidade e carinho, um gesto bonito, aquela obra que guardou para mim do encontro do Luso em Dezembro. Queiram os meus amigos saber, que a partir daí, desse encontro com este casal maravilhoso, gente que gostou de mim apenas porque me leu, essa amizade estendeu-se até á minha família, mais particularmente ao meu filho. Que gratidão maior se pode ter quando alguém ajuda um filho? Gratidão, sim! Ao Luso também, o nosso luso, que afinal faz magia. Deixem-me dizer-vos, chamem-me criança se quiserem, mas eu acredito nestas coisas, naquilo que de bom ainda há no nosso Luso. Amigos falo do Luso, falo das palavras que todos escrevem. Isto tem que acabar, esta casa não pode continuar dividida em duas facções. Todos aqui são importantes, todos fazem o Luso, todos! Os bons e os maus é que dão cor a esta casa, e nos fazem aqui voltar cada dia. Por mim aqui vos digo, eu não tenho lado, nunca terei, a todos eu devo esta minha felicidade de escrever, a todos. Nunca me irão ler que não mais comentarei este ou aquele, mas também não contem comigo para apoiar insultos à vida pessoal dos autores. Deixo apenas uma sugestão: se realmente querem cortar relações com A ou B, o que também me parece que daí não vem mal nenhum ao mundo, usem as MPs. Afinal são os vossos assuntos, e que só a vós vos diz respeito, e que eu, enquanto utilizador deste site para escrever nada me interessa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caros Colegas de escrita, deixo-vos aqui estas minhas palavras para vos dizer que todos são importantes, todos contribuem para esta minha vontade de vos dizer que sem vocês eu não era nada, creio mesmo que nenhum de nós era nada sem os leitores! Eu gosto de escrever e gosto de vos sentir perto da minha escrita.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/269215101213593628-3221799998959247693?l=colunadosdueses-prosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/feeds/3221799998959247693/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/09/carta-aberta-aos-meus-amigos-lusos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/3221799998959247693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/3221799998959247693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/09/carta-aberta-aos-meus-amigos-lusos.html' title='Carta Aberta aos meus amigos lusos'/><author><name>Coluna Dos Deuses</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/SjAW_efqgoI/AAAAAAAAAAM/elBW73p3OKo/S220/Solidao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/TJNCR79O6qI/AAAAAAAAAd4/gbXNprhJZnY/s72-c/luso.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-269215101213593628.post-2412727582403900473</id><published>2010-09-12T16:45:00.000-07:00</published><updated>2010-09-12T16:45:46.700-07:00</updated><title type='text'>Um dia de sol</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/TI1lgDTXTpI/AAAAAAAAAdg/C69y6J-chPs/s1600/Um+dia+de+sol.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" ox="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/TI1lgDTXTpI/AAAAAAAAAdg/C69y6J-chPs/s320/Um+dia+de+sol.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;O sol - Edvard Munch&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Sabes quantas vezes tento descobrir o sol num dia de sol? Ainda hoje, lembrei-me de o ver, abri a janela e lá estava ele: grande, brilhante, amarelo e a sorrir. Pareceu-me que estava naqueles dias de aquecer todos aqueles que se abrigassem no seu manto amarelo. Abeirei-me dele e sussurrei-lhe uma graça, disse-lhe que tinha uma dor de dentes num monte distante. Pedi-lhe para desviar um dos raios mágicos que me tocou com humor para outra direcção. Senão puder ir pelo seu pé, apanha um táxi. Quem sabe possa levar um analgésico para fazer da solidão uma montanha de palavras com sentido ao som de um violino suíço.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/269215101213593628-2412727582403900473?l=colunadosdueses-prosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/feeds/2412727582403900473/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/09/um-dia-de-sol.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/2412727582403900473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/2412727582403900473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/09/um-dia-de-sol.html' title='Um dia de sol'/><author><name>Coluna Dos Deuses</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/SjAW_efqgoI/AAAAAAAAAAM/elBW73p3OKo/S220/Solidao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/TI1lgDTXTpI/AAAAAAAAAdg/C69y6J-chPs/s72-c/Um+dia+de+sol.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-269215101213593628.post-2443495457828942026</id><published>2010-08-31T05:01:00.000-07:00</published><updated>2010-08-31T05:01:01.318-07:00</updated><title type='text'>Carpideiras</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/THzttRZNm0I/AAAAAAAAAc4/l0ddA8iLlKw/s1600/Carpideiras.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ox="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/THzttRZNm0I/AAAAAAAAAc4/l0ddA8iLlKw/s320/Carpideiras.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;COSTA JÚNIOR - 'Carpideiras'&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Em tempos idos, contratavam-se para incorporar os funerais, umas senhoras pagas que tinham como função, chorar para fazer crer que o defunto era muito querido no seu habitat. Davam pelo nome de carpideiras. Nome pomposo, bem engendrado, tinham quase sempre trabalho assegurado e assim, viviam à custa da desgraça dos outros. Esta treta toda para dizer que aqui no Luso é o contrário, o carpideiro, não chora, nem lágrimas tem, veste-se de escritor e escreve imaginando que sabe redigir com afinco, as palavras difíceis. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Busca-as constantemente nos dicionários dos consagrados, traz umas quantas para a sua algibeira, mistura-as, e vai colocando uma a uma acreditando que vem da linhagem do Eça, inclina a folha sempre que imagina que vai botar algo especial para o papel, capaz de arrebatar um qualquer prémio literário. Este (papel) não acaba em nenhum Top de autores, mas acaba por se tornar mártir, pelos maus tratos a que esteve sujeito. Pendurado no poder, arroga-se em dores que não lhe pertencem, imaginando que a distância entre a folha e o papel o protege dos maus vizinhos. Vive à custa dos outros e de favor em favor, lá lhe dão um premiozinho encomendado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É a vida de um tareco com mangas-de-alpaca, nada que não seja notícia nos nossos telejornais. Diariamente, são eles os Job for the boys, traduzindo em linguagem poética dá mais ou menos – trabalho para os que não sabem fazer merda nenhuma. Isto é, vive também á custa do que os outros fazem. Assim nasceu este meu texto, alinhavado ao menino que se julga homem, ao roto que ainda não descobriu que vai nu, ao pobre coitado, que, ainda não descobriu que a escrita serve para agredir, mas também, serve para levar com as palavras aguçadas por escribas como eu, que não querem coisa nenhuma, de gente que não é coisa nenhuma. É bom que se habitue ao contraditório, é bom que não veja no avatar fraquezas, é bom que saiba que a injustiça me fará perfilar na dianteira das palavras e de lança na mão, defenderei com honra a verdade, mas principalmente os mais indefesos e que em mim acreditam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanto aos mangas-de-alpaca que por aqui gravitam, podem sempre escrever o que bem entenderem, eu gosto, e cá estarei para as curvas. Jamais ficarão sem resposta, verão até onde vai o tamanho da minha pena. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/269215101213593628-2443495457828942026?l=colunadosdueses-prosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/feeds/2443495457828942026/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/08/carpideiras.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/2443495457828942026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/2443495457828942026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/08/carpideiras.html' title='Carpideiras'/><author><name>Coluna Dos Deuses</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/SjAW_efqgoI/AAAAAAAAAAM/elBW73p3OKo/S220/Solidao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/THzttRZNm0I/AAAAAAAAAc4/l0ddA8iLlKw/s72-c/Carpideiras.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-269215101213593628.post-1847415696529939386</id><published>2010-08-28T10:19:00.000-07:00</published><updated>2010-08-28T10:19:23.511-07:00</updated><title type='text'>Esta mania de dares pérolas a porcos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/THlEvH7FVUI/AAAAAAAAAcA/FpEImPDpFwQ/s1600/p%C3%A9rolas+a+porcos.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" ox="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/THlEvH7FVUI/AAAAAAAAAcA/FpEImPDpFwQ/s400/p%C3%A9rolas+a+porcos.bmp" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Diz o “poeta” que teima em escrever: A grandeza da escrita passa pelo não silêncio. Diz o provérbio chinês: “Nada digas quando o saber te diz para permaneceres em silêncio”. Porra, já não basta a loja dos chinocas e agora ainda tenho que lhes aturar os provérbios. Como não digo o que quero dizer sem dizer? Esta coisa de pensar é uma chatice enorme, digo eu que gosto de provérbios sábios que não interfiram com a minha liberdade. Se nada deves dizer ao Poeta que sabe escrever, como faço para que o Poeta, que teima em escrever, saiba que nada me obriga intelectualmente a nada lhe dizer? Vou ter que lhe dizer, imperativo de ordem moral. Porra, isto está a ficar confuso para mim. Logo, tudo que eu penso sobre os provérbios cai por terra ao dizer ao Poeta que sabe escrever, e nunca mais vou poder guardar provérbios como exemplos de vida. Merda, a minha casmurrice obriga-me a fazer isto ao Poeta que teima em escrever. Já não é só o imperativo moral que está em causa, mas a minha capacidade de jamais vender a minha liberdade. Nasci selvagem e assim morrerei. Pensando bem, vou arranjar uma tripla maçada. Se opto por cumprir o provérbio fico a remoer. Fico aborrecido comigo, mas cumpro o provérbio sábio. Os remorsos irão corroer-me por dentro até que a alma vomite a covardia. A opção seguinte, é deitar para trás das costas o provérbio e faço do Poeta que sabe escrever, o que sempre faço com todos aqueles a quem tenho algo para dizer: digo na cara, sem medo das canetas, do génio, das artimanhas, das facas e canivetes, das multidões, dos tarecos e até dos lampiões que alumiam a passadeira vermelha. A última opção e realmente a mais sábia é mandar-me abaixo de Braga e digo-me: és um poeta da merda que tentas escrever mas não fazes da escrita a tua vida, não ganhas dinheiro com ela e pelo contrário, dás a ganhar. Tens sempre que pensar e dizer o que pensas e acabas por gastar tempo com poetas que ainda são menos do que tu. Esta mania de dares pérolas a porcos. Sendo assim, com os tarecos jamais perderei o meu tempo, só falo ao chefe e quando eu entender. Deste corpo com alma, apenas conheço a minha vontade, o resto, são restos que caminham por aqui, buscando a glória que nunca tiveram. Haja piedade pelos moribundos que escrevem&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/269215101213593628-1847415696529939386?l=colunadosdueses-prosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/feeds/1847415696529939386/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/08/esta-mania-de-dares-perolas-porcos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/1847415696529939386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/1847415696529939386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/08/esta-mania-de-dares-perolas-porcos.html' title='Esta mania de dares pérolas a porcos'/><author><name>Coluna Dos Deuses</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/SjAW_efqgoI/AAAAAAAAAAM/elBW73p3OKo/S220/Solidao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/THlEvH7FVUI/AAAAAAAAAcA/FpEImPDpFwQ/s72-c/p%C3%A9rolas+a+porcos.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-269215101213593628.post-1364011146086949643</id><published>2010-08-15T09:27:00.000-07:00</published><updated>2010-08-15T09:28:28.588-07:00</updated><title type='text'>Poemas de amor</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/TGgT5R44tPI/AAAAAAAAAbY/AF1qV-wrnnY/s1600/Poemas+de+Amor.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" ox="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/TGgT5R44tPI/AAAAAAAAAbY/AF1qV-wrnnY/s400/Poemas+de+Amor.jpg" width="275" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Vincent van Gogh (1853-1890). "Arles - Dois Amantes"&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Há por este mundo fora, uma quantidade de “poetas” a compor poesia de amor. Alguma poesia muito boa, outra má e depois inevitavelmente, como em quase tudo na vida, e sempre em grande quantidade, os que a fazem mais ou menos. No entanto, toda esta poesia tem o mesmo propósito: estabelecer com as palavras conexões de afectos capazes de transmitir ao leitor a alegria ou a tristeza que vive em cada poeta. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Temos então várias nuances de poemas de amor: alegres, tristes, saudosos, nostálgicos, religiosos e até diabólicos. As palavras escolhidas à lupa pelos autores é que determinaram o estado de alma de cada texto e o sentido que lhe querem dar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Testemunho, felizmente, todos os dias esta realidade aqui neste nosso cantinho das palavras. Gente fantástica, sincera, linda, sensível, tocante, com palavras eloquentíssimas, cantam o amor, desenterram-no de lugares inimagináveis e transformam o sentir em autênticos tratados do bem escrever sobre o amor. Arremessam-nos para êxtases do mais puro encantamento, libertamos momentaneamente toda a bondade existente dentro de nós, sentimo-nos felizes por podermos ler e sentir algo que nunca imaginávamos capazes de sentir por intermédio de um conjunto de palavras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E é com esta poesia escrita / cantada sobre o que é amor que Homens e Mulheres escritores se tornam Deuses para os leitores. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O leitor está sempre ávido de saber sempre um pouco mais do amor dos outros para tentar juntar ao dele, quer este leitor guardar estas palavras e quem sabe um dia usá-las também junto do seu amor. Afinal de contas, quantos leitores não se sentiram também eles magoados com o seu amor? Quem não sofreu já com palavras de amor ditas e não correspondidas? Ou então palavras de amor que nunca tiveram a coragem para sair de encontro ao amor apenas porque tinham medo de o perder? Estes leitores somos todos nós que estamos afinal, sedentos de uma poção mágica, queremos apenas um conjunto de palavras que nos faça sentir somente bem, felizes por uns breves momentos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estes autores passam então a figurar nos nossos favoritos e, mesmo sem os conhecermos ficamos, agrilhoados aos seus textos, sentimo-los parte de nós, sentimos então assim como “coisa” nunca imaginada mas que agora é como se fosse nossa desde sempre. Sentimo-nos finalmente em casa de nós mesmos e tudo à custa das palavras de outros, é a poesia no seu melhor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas depois, quando caímos em nós, e compreendemos que a leitura afinal tem um fim, e as histórias de amor de verdade nunca acabam, percebemos que a grande parte dos poemas de amor, mesmo os bons, esquecem-se do mais elementar para se tornarem num poema de amor verdadeiro: de nos fazer chorar, contar o nosso amor em lágrimas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um poema de amor tem que ser como um filme, tem que ter dentro de si a vida vivida, o sacrifício partilhado, o perfume das primaveras aprimoradas de mãos dadas, tem que ter o tempo que foi conquistado ao tempo de cada um, tem que ter o brilho da vida com os sorrisos do momento em que foi construído o amor. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O amor não nasce com um estalar dos dedos, é necessário um momento mágico, aquele que ditará todos os poemas que um dia vamos querer escrever e que nunca será o nosso melhor poema, apenas porque fica sempre aquém do amor que sentimos, só as lágrimas soltas no momento da escrita são capazes de nos dizer que, afinal, ainda estamos a viver aquele momento mágico de amar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então choramos, choramos não muitas lágrimas, não são um pranto de um tempo irremediavelmente perdido, são mel das memórias, da graça de termos tido aquilo que continuamos a pensar que por graça de Deus ou destino, fomos, afinal, abençoados com a única pessoa no mundo capaz de transformar lágrimas salgadas em doçura. E, por muito frugal que cada letra seja ela é capaz de exprimir o que, afinal de contas, nunca dirá por culpa do amor; estamos ainda apaixonados e o poema quando termina, mesmo a dizer que é um hino ao amor, tem que continuar a ser ainda poema. Fechamos os olhos e lá está ele, arrebatador, nascido do que de melhor há em nós: o Amor único, pelo único amor da vida – O verdadeiro. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E mesmo na mudez das palavras, nos silêncios, quando todas as imagens do infinitamente amor nos fazem tremer, o poema continuará a dizer, como eco da montanha mágica onde todos os Deuses se reúnem para abençoar as palavras verdadeiras, “é poema de amor porque é feito de amor, para o único e verdadeiro amor da minha vida”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um poema de amor tem de dizer: estou aqui amor, estas palavras são para ti, são puras e reclamam que chores comigo; sente-me, hoje estou assim, choro porque quero ser o teu poema de amor-perfeito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um poema de amor é intemporal e terá que dizer sempre: sou e serei sempre teu eternamente. Todas estas palavras juntas, são apenas para te fazer sentir especial, mais especial do que ontem, em que ainda não tinha escrito este poema de amor, mas já o sabia desde a primeira vez que te vi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um poema de amor tem que saber dizer: agora tu também sabes desta minha dor interminável, ainda é a mesma, aquela dor de que um dia te falei. É a dor que corre dentro de mim, na tristeza do dia em que te disse mas na alegria das minhas memórias, mas não interessa porque hoje tenho este poema de amor que é apenas o meu poema de amor para ti.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um poema tem que ter toda a vida, aquela que está, afinal, em cada sílaba, tem que ter a cor e a fantasia que a vida sempre cria com o nascer do sol, tem que ter aquele - SIM ACEITO, especial, que nos obriga para sempre a tudo se tornar num poema de amor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um poema de amor é uma confissão que olhos não necessitam de ver, é um tratado de amizade tão especial que nenhuma palavra do mundo é capaz de dizer o que afinal deveria ser um poema de amor entre todos os homens e mulheres que nascem um para o outro. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um poema de amor tem em cada palavra uma mão que te afaga e, entre cada palavra, nos espaços vazios, estão os segredos que não podem ser contados, porque são segredos de amor verdadeiros, que só tu e o teu amor os compreenderão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um poema de amor é um foral de lealdade selado pelo acariciar das mãos, pelo tocar dos olhos, e dos lábios nascer apenas a palavra mais verdadeira e que apenas o momento de todos os momentos da vida é capaz de construir, amo-te meu amor, amo-te muito. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nasceu então um poema de amor eterno, e mesmo que mais ninguém o saiba ler, ou apenas dizer eu também gostaria de ter este poema de amor como meu, não interessa, é o teu poema de amor, aquele que tu irás acariciar para toda a vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um poema de amor pode até nunca ser lido ao amor da sua vida, mas não importa, bem lá no fundo, o poema sabe que existe porque o verdadeiro e único amor continua a ocupar a vida de quem escreve apenas por amor. As estrelas no céu, essas, sabem escuta-lo e, passarão a brilhar ainda mais com as lágrimas que correm do poema. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Este texto nasce após leitura do poema “AQUÉM” da nossa colega Luso, Ana Martins. Dedico-lhe esta minha reflexão em forma de agradecimento pelo belíssimo poema com que presenteou os seus amigos e leitores. Obrigado por fazeres parte deste nosso escrever. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;AQUÉM&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;Esquálidos versos&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;cinzelam minhas mãos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;Nunca uma rima&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;mitigará a pena&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;gravada no peito&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;Nunca uma estrofe&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;espelhará a dor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;da tua ausência&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;Nunca um poema&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;será um hino&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;justo e perfeito&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;ao nosso amor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Três de Março de 1980, terça-feira de Carnaval, num pequeno baile de garagem havia uma menina com 15 anos muito bonita, a mais bela de todas as meninas que naquele dia dançavam alegremente. A essa menina, de seu nome Maria João, pedi-lhe que me concedesse o prazer de uma dança. Bailamos, bailamos, sempre cada vez mais amarradinhos, tão amarradinhos que fui obrigado a pedir-lhe que namorasse comigo (era assim no passado). Passaram trinta anos e continuamos amarradinhos. Este texto também é dedicado a esta mulher fantástica que gentilmente partilha a minha vida.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/269215101213593628-1364011146086949643?l=colunadosdueses-prosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/feeds/1364011146086949643/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/08/vincent-van-gogh-1853-1890.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/1364011146086949643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/1364011146086949643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/08/vincent-van-gogh-1853-1890.html' title='Poemas de amor'/><author><name>Coluna Dos Deuses</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/SjAW_efqgoI/AAAAAAAAAAM/elBW73p3OKo/S220/Solidao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/TGgT5R44tPI/AAAAAAAAAbY/AF1qV-wrnnY/s72-c/Poemas+de+Amor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-269215101213593628.post-9007633237696525997</id><published>2010-08-04T11:51:00.000-07:00</published><updated>2010-08-04T11:58:23.835-07:00</updated><title type='text'>“Carta Aberta ao Luso” - Hoje lembrei-me dos que morreram em combate</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/TFm1qzi9sEI/AAAAAAAAAa4/jbsNfcWJjag/s1600/Hoje+lembrei-me+dos+que+morreram+em+combate.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" bx="true" height="176" src="http://4.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/TFm1qzi9sEI/AAAAAAAAAa4/jbsNfcWJjag/s400/Hoje+lembrei-me+dos+que+morreram+em+combate.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Carlos Alberto Santos intitulada "A Defesa da Ponte de Negrelos"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fala-se por aqui constantemente, neste nosso Luso, que parece mais de alguns do que de outros, de inveja dos doutos. Pois bem, a mim ensinaram-me desde pequenino que ser invejoso não é bonito. Ainda mais, e bem pior, até me disseram que era pecado e que dava direito a ir para o inferno. Assim aprendi na catequese do meu bairro, e por lá se fazia referência a um dos dez mandamentos: Não cobiçarás… (a casa, mulher do próximo, etc.)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com todos estes ensinamentos o tempo foi passando, e hoje, já não acredito no inferno para lá do que há desta dimensão em que vivo. Percebi, que o inferno é muitas vezes este mundo que nos obriga a aguentar a revolta interior, para que forçosamente sou obrigado a suportar para ser possível sobreviver. Tenho responsabilidades, um trabalho que adoro, tenho gente que depende de mim, e acima de tudo, tenho um caminho que tracei para mim e para os meus, que me obriga a suster a ira e a engolir muitos sapos que em outras circunstâncias seriam descartados num qualquer caixote de dejectos. Assim, e porque acredito (ainda) que as dificuldades acabam por trazer uma outra capacidade de compreender o que está errado, aos meus olhos, servirão também para acumular sabedoria que mais tarde ou mais cedo traduzir-se-á num maior engrandecimento do homem. Deste modo, com sacrifício muitas vezes, aguento os desaforos com a convicção e devoção de que um dia vou conseguir atingir o céu ainda nesta dimensão. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que não suporto mais, e porque nenhuma das premissas anteriores é transmutável para esta realidade, é que haja por aqui neste Luso referências constantes a gente invejosa pouco “IN”. Esta coisa de tomar o particular pelo todo mete-me cá um fastio do “CARAGO”. Caros amigos, no que me diz respeito, eu, José Luís Lopes, cidadão deste nosso país com todos os documentos que assim o atestam, membro do Luso Poemas vai para mais de um ano, venho por este meio dizer a todos os meus parceiros Lusos, sem excepção, que não tenho porra de inveja de nada do que se faz ou diz nesta casa. Melhor, não encontro nada de especial para ter o que quer que seja em relação aos membros do LUSO. Bem que gostaria de ter aqui um qualquer vulto nobre que me honrasse a inveja, mas infelizmente não tenho. E mais, tudo o que por aqui faço é perfeitamente visível e legível, apesar de desconfiar sempre do que escrevo, creio que terá a qualidade para que um qualquer membro deste nosso Luso possa enxergar e compreender o que tento dizer neste português de amador das letras e sem livros editados. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sendo assim, só posso pedir que quando algum colega se referir aos invejosos, ponha nome aos bois para eu ter a certeza de que não se referem a mim, não é uma questão de enfiar a carapuça, mas sim não querer que subsista qualquer tipo de incerteza no pensamento de algum colega. Queiram saber que estas palavras escritas em total liberdade, sem pressões ou compadrios e sem explosivos à cinta, estarão sempre disponíveis para um qualquer membro que continue a dizer que há gente invejosa por aqui.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Grande LATA! Inveja de quê ou de quem? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Será que alguém vê algo que eu não vejo? Penso poder aplicar aqui aquele ditado que diz: “Só desconfia quem não é sério”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para os meus amigos LUSOS um grande abraço, para os outros, um abraço ainda maior.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Camaradas, até sempre e creiam que por aqui continuarei até que a voz me doa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;José Luís Lopes – 12 de Maio de 2010&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/269215101213593628-9007633237696525997?l=colunadosdueses-prosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/feeds/9007633237696525997/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/08/carta-aberta-ao-luso-hoje-lembrei-me.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/9007633237696525997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/9007633237696525997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/08/carta-aberta-ao-luso-hoje-lembrei-me.html' title='“Carta Aberta ao Luso” - Hoje lembrei-me dos que morreram em combate'/><author><name>Coluna Dos Deuses</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/SjAW_efqgoI/AAAAAAAAAAM/elBW73p3OKo/S220/Solidao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/TFm1qzi9sEI/AAAAAAAAAa4/jbsNfcWJjag/s72-c/Hoje+lembrei-me+dos+que+morreram+em+combate.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-269215101213593628.post-3215818994517042840</id><published>2010-07-28T09:58:00.000-07:00</published><updated>2010-07-28T09:58:05.927-07:00</updated><title type='text'>Encontros de gente</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/TFBg_qW8rMI/AAAAAAAAAag/NRUxWNxCRbE/s1600/Encontros+de+gente.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" bx="true" height="282" src="http://1.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/TFBg_qW8rMI/AAAAAAAAAag/NRUxWNxCRbE/s400/Encontros+de+gente.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;O Carnaval do Arlequim - Joan Miro&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É necessário desmistificar o escritor. Acabei de ouvir isto do Lobo Antunes. Atirei-me para trás do meu eu, enterrei-me na procura da minha benquerença pelas pessoas. Gosto de pessoas, depois gosto de quem escreve, como gosto dos que não escrevem mas que falam, dos que fazem alegria, dos que me dizem com os gestos o que afinal nenhuma palavra é capaz de dizer: - estamos a viver, estamos a ser felizes, naquela quantidade certa que faz de nós apenas pessoas como sempre fomos. Posso então emergir do conforto do anonimato, da solidão, do silêncio. Encontro gente como eu, gente que também vive num mundo seu e que eu afinal desconhecia, gente com medo de viver, apenas viver. O tempo perde agora parte da sua importância e os temores acabam por se ajanotar para a romaria da confraternização. O medo de não saber escrever, de dar erros, das concordâncias traiçoeiras, das formas mal amadas da poesia pessoal, que não traz afinal vida para dentro de que a lê. Sucumbiu, entregou-se de mãos algemadas ao momento, afinal o que gosto mesmo é de viver. Gosto tanto da cultura do sorriso, da vontade de rimar com todos aqueles que partilham comigo um canto de uma mesa onde a arte são os sorrisos. Gosto tanto de gostar, e pelo meio até que sou capaz de fazer uma poesia de amor, ainda ontem, ao ouvido, deixei cair uma alegria edificada pelo convívio – estás tão bonita. Mas a emoção era grátis neste dia, e do outro lado uma mana, veio de longe, mas não vinha cansada, trazia uma vontade pura de me dizer que eu era importante. Mais á frente e como o vento, uns olhos negros cheios de vida, corre contra o tempo com um sorriso que abraça todos aqueles que acreditam na juventude. Gosto deste vento, é igual a um que tenho em minha casa, genuíno, puro, e capaz de fazer coisas no mundo. Esta energia é um Mar de afectos, entrega-nos o futuro com uma vontade indomável de o tornar passado. O momento ficou ao rubro, mandei vir mais uma mini, completamente atestada de álcool, há momentos que são para comemorar. Alucinei, a meu lado todos os avatares eram vida, e até os cabelos parados que olho no papel, são uma brisa, enrolam-se-me nos olhos para gritarem viva à poesia da vida. Esta foi uma noite especial, saí com a certeza plena de que um dia me tornarei num best-seller, quanto ao Nobel, que se lixe, um dia destes faremos uma fundação de gente que ama a vida para além das palavras. O prémio será uma mesa redonda de sorrisos, onde a poesia está no círculo dos avatares que riem. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/269215101213593628-3215818994517042840?l=colunadosdueses-prosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/feeds/3215818994517042840/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/07/encontros-de-gente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/3215818994517042840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/3215818994517042840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/07/encontros-de-gente.html' title='Encontros de gente'/><author><name>Coluna Dos Deuses</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/SjAW_efqgoI/AAAAAAAAAAM/elBW73p3OKo/S220/Solidao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/TFBg_qW8rMI/AAAAAAAAAag/NRUxWNxCRbE/s72-c/Encontros+de+gente.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-269215101213593628.post-2928907266751866079</id><published>2010-07-12T12:49:00.000-07:00</published><updated>2010-07-12T12:49:45.316-07:00</updated><title type='text'>Um comentário que passou a texto</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/TDtvU_770jI/AAAAAAAAAZg/u4D-g3zOndE/s1600/Arlindo+Mota.PNG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" rw="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/TDtvU_770jI/AAAAAAAAAZg/u4D-g3zOndE/s400/Arlindo+Mota.PNG" width="301" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(Comentário ao Poema “Os Afectos” do Arfemo – Arlindo Mota)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os afectos são para mim sempre muito difíceis de escrever ou comentar, sendo assim, Caro Amigo, não sei se irei conseguir abranger com a minha escrita a totalidade dos meus afectos. Habituei-me a fragmentar este coração de afectos de forma a tentar ser o mais justo com os que me merecem afeição. Selecciono a família para os primeiros carinhos neste escrever, que, penso eu, deveriam nascer juntamente com o primeiro choro. Apesar de não escolhermos a família, ela é a raiz que me segura a esta terra, existe um nó que se aperta e com a idade, e mesmo quando me desilude, o aperto do laço não folga, aperta sempre mais. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De seguida, os afectos pelos amigos: aqui sofro sempre de morte. Aprendi a escolher os amigos pelo seu valor moral, quando eles me desiludem não perco um amigo, perco a minha escolha, perco a minha solidez psíquica, perco as raízes, eles são o fruto da minha árvore de rua, não os escolhi pelo sucesso, ou pelo os aparatos que possam usufruir, escolhi-os porque penso que são os melhores amigos do mundo, os mais nobres, os mais inteligentes, SÃO OS MEUS AMIGOS, apesar de ter percebido que a idade trouxe diferenças, tomei eu outro rumo, continuo a ler diariamente os seus sucessos, são meus também, são da minha colheita, tenho a certeza que compreende este prazer! Sempre que um amigo é especial eu também sou, e quando erra, encontro sempre uma desculpa, muitas vezes a culpa é até minha, deveria ter pensado mais rápido e avisado ainda mais depressa para que ele evitasse o erro. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, com o avançar da idade, encaro os afectos como um bem precioso, gostar é um bem necessário, devemos começar primeiro por gostar de nós (muito), depois Amigo, podemos conversar afectuosamente, assim como o vamos por aqui fazendo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fazer afectos com quem nos lê é gratificante, mas melhor é dizer-lhes que adoro que gostem do que por aqui vou gatafunhando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Recebo de mãos abertas todos os afectos enviados por palavras, livres de compromissos, livres de se tornarem algemas, são os afectos de hoje.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se um dia terminarem as palavras, ficarão os afectos para lembrar que valeu a pena passar por aqui.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Luso, ao contrário do que muita gente diz é um mundo de bons afectos, mesmo que muitas vezes sejam superficiais, no entanto, no ar caminha esta alegria de fazer bem uns aos outros: ESCREVENDO… &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É este mundo que procuro, o dos afectos simples, o do gostar de A ou B apenas porque o sinto mais perto de mim nas palavras, se um dia o real for diferente do virtual, não virá mal ao mundo. Daí, ficarão os afectos das palavras, ficará também o que de melhor há no mundo, as diferenças entre pessoas. Dos bons e maus escribas ficará para mim apenas as palavras que me ajudaram diariamente a escrever para os meus amigos mais afectuosos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caro Amigo isto que ia ser um comentário ao seu poema acaba por ser um texto, postado aqui no local onde todos os “Poetas” são iguais, não será por isso que deixará de ser endereçado ao seu Poema “Os Afectos”, apenas entendi que neste momento do Luso era mais importante escrever este meu sentir, não por si Caro Amigo, felizmente sinto que os afectos já tomaram conta das nossas palavras, mas por todos os meus amigos e amigas do Luso, que através dos seus escritos acabam por me incentivar a escrever sempre melhor, um qualquer punhado de palavras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se um dia não gostarem do que escrevo, perdoem-me, mas não me digam no escrito, creiam mesmo que irei ficar triste, mandem-me antes uma MP, a darem conta das vossas razões. Podem estar certos que ficarão mais afectuosos deste pobre sonhador.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caro Arlindo, um abraço afectuoso de quem gosta de o saudar apenas porque gosta das suas palavras, hoje, neste dia especial esta saudação é extensiva a todos aqueles que ajudam o Luso poemas a ser todos os dias a nossa Casa das Letras. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;JL&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;arfemo - Os Afectos&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Os afectos, disseste, são como as flores,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;rosas, gladíolos ou simples urzes:&lt;br /&gt;Brotam, desabrocham ou apenas definham,&lt;br /&gt;como uma acidental conversa ao fim de tarde,&lt;br /&gt;aspirando a brisa que sopra de mansinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na monda dos afectos, é fugaz, Cibele,&lt;br /&gt;a botânica gentil dos sentimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;PS. - Caro Amigo, escrever é um prazer maior. O seu belíssimo texto originou este meu escrever, mas ultimamente o Nosso Luso esqueceu-se um pouco deste mundo maravilhoso dos afectos. Apeteceu-me postar para lembrar as coisas boas que por aqui passam.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/269215101213593628-2928907266751866079?l=colunadosdueses-prosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/feeds/2928907266751866079/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/07/um-comentario-que-passou-texto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/2928907266751866079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/2928907266751866079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/07/um-comentario-que-passou-texto.html' title='Um comentário que passou a texto'/><author><name>Coluna Dos Deuses</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/SjAW_efqgoI/AAAAAAAAAAM/elBW73p3OKo/S220/Solidao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/TDtvU_770jI/AAAAAAAAAZg/u4D-g3zOndE/s72-c/Arlindo+Mota.PNG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-269215101213593628.post-6018765706712066213</id><published>2010-05-06T15:03:00.000-07:00</published><updated>2010-05-06T15:03:31.539-07:00</updated><title type='text'>Cravos Vermelhos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/S-M8OYdXtSI/AAAAAAAAAXA/inlW1bIkCXc/s1600/Pablo+Picasso+-+Liberdade+Plena.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="315" src="http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/S-M8OYdXtSI/AAAAAAAAAXA/inlW1bIkCXc/s400/Pablo+Picasso+-+Liberdade+Plena.jpg" tt="true" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Pablo Picasso - Liberdade Plena&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Os crentes adormecem; sim, eu adormeço. Sou crente e sonho com um mundo redondo, geometricamente perfeito, onde os sonhos são a realidade e a realidade sonhos fedorentos atirados ao caixote do lixo. Apodrecendo em dores vomitadas pelo pensar fica a escrita, umas vezes em sonho, outras em sangue que escorre pelo olhar da realidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda há esperança, um dia não acordo e os aromas podres da decomposição terminarão. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Teremos então todos, mesmo todos, um cravo vermelho, nas mãos, que sabe escrever.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/269215101213593628-6018765706712066213?l=colunadosdueses-prosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/feeds/6018765706712066213/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/05/cravos-vermelhos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/6018765706712066213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/6018765706712066213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/05/cravos-vermelhos.html' title='Cravos Vermelhos'/><author><name>Coluna Dos Deuses</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/SjAW_efqgoI/AAAAAAAAAAM/elBW73p3OKo/S220/Solidao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/S-M8OYdXtSI/AAAAAAAAAXA/inlW1bIkCXc/s72-c/Pablo+Picasso+-+Liberdade+Plena.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-269215101213593628.post-7227270231732682493</id><published>2010-04-30T09:59:00.000-07:00</published><updated>2010-04-30T09:59:01.766-07:00</updated><title type='text'>Carta de um Pai ao seu filho Luís – Entrega das Insígnias</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/S9sMBLWNvGI/AAAAAAAAAWo/t-8cXYlL3jw/s1600/Bras%C3%A3o.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/S9sMBLWNvGI/AAAAAAAAAWo/t-8cXYlL3jw/s320/Bras%C3%A3o.JPG" tt="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje nada acabou, hoje tens um novo começo, um novo rumo. Hoje, deixo-te com asas que um dia foram minhas. Partirás, mas para mim nunca sairás de onde nasceste, é de dentro de mim que voarás em cada dia da tua vida. Serás sempre os meus olhos, serás sempre as minhas mãos, serás sempre o fruto que um dia coloquei dentro da barriga da tua mãe. Hoje, choro de alegria por atingires uma montanha maior do que a minha. Sei que levas tudo que um dia me propus ensinar-te, talvez não o tenha feito da melhor maneira, nem com a sabedoria que merecias, mas és meu filho, e um filho é tanto, que muitas vezes embarga a razão. Hoje, trazes para dentro de mim a paz que um dia sonhei, atingiste os teus objectivos, e eu por aqui me fico imaginando que tudo será sempre belo para ti. Hoje, o dia tem o mesmo brilho daquele em que pela primeira vez me disseram que era Pai. Tinhas-me tornado num homem, queria-te tanto, sonhei tantas vidas para ti. Nesse dia, aprendi a viver para ti, prometi-te que estaria presente em todos os dias da tua vida, e te defenderia de todo o mal do mundo. Prometi-te que nenhum dos meus erros seriam trilhados por ti por desconhecimento, prometi-te, que te amaria para lá das minhas forças, prometi-te, que iria ser Pai mesmo que tu em momentos pudesses duvidar se Pai era o que eu era naquele momento. Prometi-te, que seríamos os melhores amigos que alguma vez o mundo viu, sem nunca perder o discernimento de te dizer a verdade mesmo que esta me magoasse. A tua felicidade estaria sempre em primeiro lugar. Prometi-te, que estaria sempre de mão estendida para o bem e para o mal. Assim foi, e assim será para o resto dos meus dias, pois um filho é para sempre, não tem idade, não tem estatuto social, não é pobre nem rico, não tem só virtudes. Contarás comigo também nos teus erros, sempre. Hoje sou, então, verdadeiramente Pai. Cumpri, também eu, com o meu objectivo, deixar-te com a humildade de seres sempre o meu filho, o neto da avó Carolina que, como ela te disse, tanto te queria dizer e quando chega ao pé de ti diz que não se sabe exprimir; do avô Lopes que, lá no cimo, esboça aquele sorriso que tantas vezes lhe vi, enquanto te via crescer; da avó Teresa, do avô João, dos teus irmãos, da Andreia, dos teus tios, primos, e da Ua, aquela que primeiro me ajudou a crescer e depois fez o mesmo contigo e, claro, dos amigos, de uma árvore que eu sei que ainda agora começou. Hoje sei que este é o teu dia de festa, mas é também o nosso dia, o de todos aqueles que gostam de ti. Hoje, vou ser muito feliz, tão feliz que apenas no meu olhar vais reconhecer o teu Pai, hoje é um dia tão grande para mim, ai como eu queria abraçar este dia para sempre, queria meter-te dentro desta minha alegria e levar-te por todos os dias que vivi dentro de ti. Este Hoje, nunca será amanhã para mim, ficarei aqui sempre, dormirei debaixo do teu sucesso, do nosso sucesso, da nossa alegria, como é bom ser teu Pai. É tão bom, meu filho, tão bom, não queria acabar nunca esta carta, é tão minha, tão sentida, tão cheia de amor, tão enorme, que apenas me apetece amarrar-te, abraçar-te, beijar-te e dizer que estou orgulhoso de ti. Não é uma carta, é a alma dos nossos antepassados a dizer que agora serás tu a escrever a tua vida pelo teu punho. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;És o três em volta do “L”, a corda que amarra o nosso sangue e que jamais se quebrará. Prometemos uma ligação eterna: o sol, sem o qual nunca serás capaz de fazer da tua vida uma caminhada feliz, soalheira, transparente, tranquila e em harmonia contigo; o Olho representa a visão, a capacidade de saberes ver o mais correcto para ti mas essencialmente para os que estão ao teu lado; a lágrima dividida é o suor e sangue que sempre tem as estradas honradas. E, no sangue deste número, o três, porque ao teu avô lhe demos o um, tens as letras que te alumiarão o teu caminho, F, família sempre, será nesta que encontrarás os valores que farão de ti um homem mais sábio; V, verdade, a vida constrói-se com verdade; T, trabalho, nada crescerá se não for fruto das tuas mãos; B, Belo, o gosto pelas artes, se não gostares das artes nunca compreenderás o mundo; H, honra, não necessita de definição, tu sabe-la; D, desfavorecidos, a vida não é lucro ou poder e, por isso mesmo, terás que encontrar tempo na tua vida para dar àqueles que nunca o tiveram, terás que respeitar sempre os que de ti dependem, terás que dar sempre um pouco do que tens a mais para os que têm a menos. Tu sabes que foi assim no passado, tenho a certeza que será assim no futuro. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim és, assim serão os teus filhos. Eu sei, sei porque sou teu Pai e um Pai sempre sabe tudo dos seus filhos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Braga, 01 de Maio de 2010&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/269215101213593628-7227270231732682493?l=colunadosdueses-prosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/feeds/7227270231732682493/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/04/carta-de-um-pai-ao-seu-filho-luis.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/7227270231732682493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/7227270231732682493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/04/carta-de-um-pai-ao-seu-filho-luis.html' title='Carta de um Pai ao seu filho Luís – Entrega das Insígnias'/><author><name>Coluna Dos Deuses</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/SjAW_efqgoI/AAAAAAAAAAM/elBW73p3OKo/S220/Solidao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/S9sMBLWNvGI/AAAAAAAAAWo/t-8cXYlL3jw/s72-c/Bras%C3%A3o.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-269215101213593628.post-8314992049870975406</id><published>2010-04-27T15:41:00.000-07:00</published><updated>2010-04-27T15:41:04.028-07:00</updated><title type='text'>Há pão neste meu Abril</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/S9dnjSoHuFI/AAAAAAAAAUw/NVsNEpTxiEc/s1600/Vieira+da+Silva+-+25+de+Abril.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/S9dnjSoHuFI/AAAAAAAAAUw/NVsNEpTxiEc/s400/Vieira+da+Silva+-+25+de+Abril.png" tt="true" width="308" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Vieira da Silva&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;O padeiro do meu bairro, homem honrado pelas mãos que há muitos anos dá forma ao pão que chega à minha casa, lamentava-se que tinha perdido o cravo vermelho que, com carinho, tinha aconchegado à lapela da camisa branca pela manhã. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Estava triste, e a cada interrogação dos seus clientes logo se aprontava a dar uma explicação que não era explicação, principalmente para os mais novos.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Chegou a hora do almoço, e na mesa que sustenta a família, que um dia jurei proteger, estava o pão que o meu padeiro fez neste dia especial de Abril. Abri o pão, do seu interior brotou um cravo vermelho. Fez-se Abril em minha casa, afinal, tenho que continuar a comemorar Abril.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Há pão neste meu Abril, mas não há Abril em todos as casas que um dia acreditaram nos cravos de Abril. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;25 de Abril de 2010&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/269215101213593628-8314992049870975406?l=colunadosdueses-prosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/feeds/8314992049870975406/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/04/ha-pao-neste-meu-abril.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/8314992049870975406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/8314992049870975406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/04/ha-pao-neste-meu-abril.html' title='Há pão neste meu Abril'/><author><name>Coluna Dos Deuses</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/SjAW_efqgoI/AAAAAAAAAAM/elBW73p3OKo/S220/Solidao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/S9dnjSoHuFI/AAAAAAAAAUw/NVsNEpTxiEc/s72-c/Vieira+da+Silva+-+25+de+Abril.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-269215101213593628.post-5995797504206574875</id><published>2010-04-15T10:03:00.000-07:00</published><updated>2010-04-15T10:05:09.453-07:00</updated><title type='text'>Primavera dos tempos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/S8dEBdlGzhI/AAAAAAAAAUA/R_u4uUFwT-w/s1600/Michelangelo+Caravaggio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/S8dEBdlGzhI/AAAAAAAAAUA/R_u4uUFwT-w/s400/Michelangelo+Caravaggio.jpg" width="330" wt="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Michelangelo Caravaggio 1571 – 1610&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Enquanto jovem e já lá vão uns anos, eu, que não me regulava por almanaques oficiais, era irreverente, selvagem, cacto em deserto estéril, vivia em contra ciclo com a natureza, e em defesa das minhas ideias muito próprias. Como todos os jovens, também eu deixei crescer espinhos no meu corpo para defesa do que eu achava que era o correcto. A seiva, essa, dava-a apenas aos que se abrigavam nas minhas ideias. Ser jovem, é a definição mais bela para descrever todas as contradições que viviam dentro de mim; não ter nunca a certeza de haver uma estação do ano certa, viver em constantes mutações com as quatros estações do ano, sem nunca saber qual delas, ocupava os meus sentimentos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembro-me então que caminhava eu, pela minha cidade, ao fim do dia e senti um ventozinho daqueles que raramente se sente. Olhei para o sol e fui invadido por uma alegria única, talvez como se dentro do meu corpo, entrassem mil anjos. Fiquei feliz, assim com uma felicidade que nunca sentira, talvez divina ou quem sabe terrena, mas que eu ainda jovem, desconhecia ser possível sentir. Lembro-me de pensar: é hoje que entra a Primavera! Invadiu-me uma força vestida de sorrisos, e de repente, toda a minha cidade estava vestida de flores, as andorinhas dançavam no ar e eu, corria dentro de mim, de um lado para o outro, sem saber o que procurar. Encontrava-me num estado de pura felicidade. Continuo com a esperança de que esse dia volte a acontecer em mim, a querer sentir a Primavera como senti nesse ano. Foi o único ano em que verdadeiramente percebi que as Primaveras têm um dia que nascem, mas não num dia de calendário. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há um momento dentro de mim que descobre o dia certo do seu nascimento. Hoje, ao fim do dia, irei dar um passeio a pé, saio com a esperança de poder sentir novamente o sopro desse vento, e se ele não me trouxer mil anjos, não será importante, basta apenas que me traga um anjo, uma flor e uma andorinha. Assim, terei eu, um motivo para fazer deste dia, o dia da entrada da Primavera dentro de mim. E se cacto fui, hoje cacto sou. A diferença, é que no lugar dos espinhos, nascem agora papoilas, e dentro destas, nascem Primaveras de esperança para cada palavra que escrevo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/269215101213593628-5995797504206574875?l=colunadosdueses-prosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/feeds/5995797504206574875/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/04/primavera-dos-tempos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/5995797504206574875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/5995797504206574875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/04/primavera-dos-tempos.html' title='Primavera dos tempos'/><author><name>Coluna Dos Deuses</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/SjAW_efqgoI/AAAAAAAAAAM/elBW73p3OKo/S220/Solidao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/S8dEBdlGzhI/AAAAAAAAAUA/R_u4uUFwT-w/s72-c/Michelangelo+Caravaggio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-269215101213593628.post-7098961229674039183</id><published>2010-04-05T15:21:00.000-07:00</published><updated>2010-04-05T15:21:23.388-07:00</updated><title type='text'>A fé dos dias de hoje – Crentes e não crentes</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/S7ph-9N5oSI/AAAAAAAAATQ/uosEIj-L9Ws/s1600/Tiepolo-AColeradeAquiles.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" nt="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/S7ph-9N5oSI/AAAAAAAAATQ/uosEIj-L9Ws/s400/Tiepolo-AColeradeAquiles.jpg" width="317" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Giovanni Battista Tiepolo (1696-1770) - A Cólera de Aquiles&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Houve um tempo em que os cordeiros falavam, pintados em paredes de sangue diziam aos deuses que a vida existia, acreditavam na salvação. As lanças eram os sinais do contraditório, os montes, locais de refúgio para crentes que imaginavam pedras gravadas pela força dos raios. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cá por baixo, junto dos plebeus, a arte de não pecar confundia-se com a vontade da salvação. Os leões esfomeados do passado são o liberalismo (económico) selvagem de hoje, roubam a dignidade a crentes e não crentes. A “societé” do antigamente vivia em colunas jónicas, como hoje vive em colunas sociais, sempre amigos dos donos das lanças, imperam em sua defesa os mesmos senhores que em tempos perseguiam os que oravam em oposição. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os escravos de ontem afinal são os de hoje, difere a arena da diversão; esta, hoje, é o instituto de desemprego e formação profissional. No passado, apenas uma religião era capaz de fazer sofrer o pecador inocente. Hoje, estes judeus procuram não só os primogénitos, mas também todos os que nascem marcados pelos sinais do tempo: todos saltarão para o teatro dos sonhos perdidos. Para trás, fica a História, mas a perseguição continua. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aos leões juntaram-lhe os impostos, as taxas moderadoras, as propinas, a insegurança, a corrupção. Na tribuna de honra, o dedo indicador aponta sempre para a terra. Do pó vieste e para pó voltarás. Pena é que apenas na terça-feira receba o senhor numa casa que já não é minha, é o senhor das penhoras. Páscoa Feliz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;José Luís Lopes&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/269215101213593628-7098961229674039183?l=colunadosdueses-prosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/feeds/7098961229674039183/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/04/fe-dos-dias-de-hoje-crentes-e-nao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/7098961229674039183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/7098961229674039183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/04/fe-dos-dias-de-hoje-crentes-e-nao.html' title='A fé dos dias de hoje – Crentes e não crentes'/><author><name>Coluna Dos Deuses</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/SjAW_efqgoI/AAAAAAAAAAM/elBW73p3OKo/S220/Solidao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/S7ph-9N5oSI/AAAAAAAAATQ/uosEIj-L9Ws/s72-c/Tiepolo-AColeradeAquiles.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-269215101213593628.post-6787377782131991999</id><published>2010-03-17T03:22:00.000-07:00</published><updated>2010-03-17T03:25:09.906-07:00</updated><title type='text'>Vozes de Burro não chegam ao céu</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/S6CtAT7X5sI/AAAAAAAAAR4/-ab3xa97V3c/s1600-h/padre_no_inferno.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="373" src="http://3.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/S6CtAT7X5sI/AAAAAAAAAR4/-ab3xa97V3c/s400/padre_no_inferno.jpg" vt="true" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;O ronco do S. Pedro ouvia-se por todo o Céu. Todos os anjinhos sabiam que depois do almoço o homem das chaves recolhia aos seus aposentos para descansar a sesta. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de uma boa refeição, mesmo um santo e com pergaminhos na arte dos sacrifícios não resistia ao cair dum desassossego da bílis. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ali, naquele espaço, não fazia calor, isso era coisa do Inferno. As temperaturas do Céu eram climatizadas, mas os hábitos terrenos de quem andou nos desertos da Galileia tinham viajado até ao Paraíso com o seu dono. Tinham sido tempos difíceis, agora era hora de aproveitar o descanso merecido e, todos os dias, aquela hora era sagrada, não vivesse ele num local sagrado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ouve-se um leve bater na porta. Diria até que era um batimento tímido… &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;S. Pedro acorda estremunhado e com voz irritadiça pergunta:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Quem é? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não havia diferença entre o timbre de voz e o ronco da sesta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Anjo que secretariava o S. Pedro, ainda novo nestas funções, tinha chegado ao Céu havia menos de duas semanas, envenenado por uma mulher que o atraiçoava com o padre da paróquia e, para não criar problemas à Santa Sé, arranjaram-lhe aquele lugarzinho para comprar o seu silêncio. Sim, porque ele também andava metido com a mulher do sacristão, que por sinal era filha do Padre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sua eminência, está aqui um senhor que diz que é poeta do Luso Poemas. Eu já lhe disse que sua eminência estava a dormir, mas ele insiste em falar com sua eminência!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Diz-lhe para vir mais tarde! Diz-lhe que estou ocupado, estou em oração e recolhido na cela em penitência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sua eminência desculpe, mas já lhe disse isso tudo como me ensinou, mas ele insiste em ser atendido! Ameaçou até que, se não o atendesse rapidamente, fazia tal chinfrim que o Céu todo iria ficar apavorado, e assim todos ficariam a saber o que o traz por cá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;S. Pedro irritado e já sem paciência, voltou a repetir mas com uma voz que mais parecia um motor gripado…&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Diz-lhe que venha cá mais tarde ou mando-o para o Inferno!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sua eminência desculpe insistir, mas também já lhe disse isso. O poeta respondeu que do Inferno veio ele, e pelo que diz, Satanás não o aceitou. Está de cabeça perdida, e na minha opinião, está a passar das marcas e, segundo ele diz, do Luso Poemas não entra ninguém no Inferno, pois todos os que lá entraram, até à data, transformaram o Inferno num verdadeiro Inferno. Sua eminência desculpe, mas ouve-se em surdina por aqui, que o último poeta do Luso que entrou no Inferno, ao fim de meia dúzia de horas, armou semelhante burburinho que nem a intervenção do Diabo que estava de serviço conseguiu acalmar os ânimos. Foi necessária mesmo a intervenção de Lúcifer para fazer baixar a temperatura. Saiba também sua eminência que tudo isto aconteceu por causa de um comentário a uma poetisa, a dita senhora andava no Inferno com um casaco de pele de leopardo! Compreende-se, com aquele calor e a flustreca a pavonear-se de casaco e botas de saltos altos, e pior, de cachecol de lã! E ainda por cima, os poetas machos não tiravam olhos da sirigaita. Todo o dia era beijinho para ali, beijinho para acolá, e as outras que andavam de biquíni e fio dental, sentiram-se ameaçadas e com toda a razão, uma pouca-vergonha!!! O que faço Eminência?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Meu filho, o que é que ele disse que fazia se não o atendesse?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Disse que berrava!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Então não ligues, deixa-o berrar, vozes de burro não chegam ao céu. Fecha a porta, e não voltes a incomodar-me quando estou a meditar, muito menos por poetas do Luso Poemas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se criar muitos problemas fala com o chefe, e diz-lhe que o melhor é fazer um milagre e mandar outra vez o gajo para baixo. Não quero aqui corja dessa, só trazem problemas! Agora vai… &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/269215101213593628-6787377782131991999?l=colunadosdueses-prosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/feeds/6787377782131991999/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/03/vozes-de-burro-nao-chegam-ao-ceu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/6787377782131991999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/6787377782131991999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/03/vozes-de-burro-nao-chegam-ao-ceu.html' title='Vozes de Burro não chegam ao céu'/><author><name>Coluna Dos Deuses</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/SjAW_efqgoI/AAAAAAAAAAM/elBW73p3OKo/S220/Solidao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/S6CtAT7X5sI/AAAAAAAAAR4/-ab3xa97V3c/s72-c/padre_no_inferno.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-269215101213593628.post-6022514256367474042</id><published>2010-03-06T12:37:00.000-08:00</published><updated>2010-03-06T12:37:56.732-08:00</updated><title type='text'>A Papoila</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/S5K8zOaP49I/AAAAAAAAAQ4/eRTmJoUA1ow/s1600-h/Cavalos+-+large_franz-marc.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="297" kt="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/S5K8zOaP49I/AAAAAAAAAQ4/eRTmJoUA1ow/s400/Cavalos+-+large_franz-marc.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;FRANZ MARC - animal solitário contempla a imensidão&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Tenho horas dentro de mim em que apenas a zanga é capaz de aliviar a dor. Assim, e com uma vontade enorme de ser mau, parti para este escrito como se de um chicote fosse a estalar em corpo pecador. A dor, que até a tinta abalar da caneta era insuportável, passou instantaneamente a perdão. Milagre, pensaria qualquer crente louco por ter de acreditar forçosamente em Deus para sobreviver. Ser jovem é a desculpa vestida de analgésico para todas as parvalheiras construídas. Incrível é que, mesmo os retratos mal guardados, agrilhoados ainda ao passado, foram imagens difíceis de criar: os sorrisos nem sempre são sérios, e as lágrimas correm muitas vezes por ruelas estreitas de alegria. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mas não há mal que sempre dure! A morte está por aí! Mais dia, menos dia, e ao contrário da cor que a identifica, o negro vestirá de desespero por saber que também ela morrerá com a vida que leva. Para trás ficarão as palavras escritas, os poemas, as crónicas, as fotos, os gestos, e as últimas peças de roupa penduradas na cruzeta da vida. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Sou então uma busca do perdão eterno e, no amarelo das paredes, encontro a desilusão do caminho que lhe fez a cor. De um lado a estrada, sinuosa aos olhos de hoje, mas bem lá no fundo ainda vejo os cavalos selvagens da pradaria, e os campos brilharem como papoilas de arroz doce. As mãos estendem-se pelo cabelo livre onde sou capaz ainda de amarrar os sonhos. Sinto apenas um vazio na procura. Deixo-me cair para dentro do mundo, acredito que afinal sou eterno e se os cavalos podem ser livres eu também o poderei ser. Do outro lado, o caminho continua a fazer-se pelo próprio caminho. Descobri tarde que este trilho afinal tem vida própria e os cavalos que eram selvagens são agora mansos, cansados e exaustos de tanto correrem à volta da mesma pradaria. Esgotados pelo cansaço de nunca descansarem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Afinal de contas, foram estes grãos de terra livres que criaram todas as papoilas que ainda hoje vivem dentro da minha mente. Não importa dizer o que fazes ou o que tencionas fazer, um dia terás nas mãos apenas o que fizeste. E se essas mãos forem enormes, verás que nada terás dentro delas, e por maior que seja o que quer que tenhas feito, nunca albergará o tamanho da tua papoila.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Conheço-te desde muito cedo, sei que estarás por aí, sempre me disseste que um dia iríamos acertar as contas da vida. Eis-me então aqui, despido de mãos, e da cabeça nada mais quero. Não mais a responsabilizarei. Será agora apenas o caminho que a própria aprovar. Ao tempo restante deixarei essa vontade de me levar, sei que de lá virá o sossego. Aqui ficarão as lágrimas de um parvo que desperdiçou a sua estrela. A papoila agora seca será guardada entre as páginas de uma história que um dia nasceu selvagem. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/269215101213593628-6022514256367474042?l=colunadosdueses-prosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/feeds/6022514256367474042/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/03/papoila.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/6022514256367474042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/6022514256367474042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/03/papoila.html' title='A Papoila'/><author><name>Coluna Dos Deuses</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/SjAW_efqgoI/AAAAAAAAAAM/elBW73p3OKo/S220/Solidao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/S5K8zOaP49I/AAAAAAAAAQ4/eRTmJoUA1ow/s72-c/Cavalos+-+large_franz-marc.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-269215101213593628.post-6202368111379426426</id><published>2010-02-04T17:54:00.000-08:00</published><updated>2010-02-04T17:54:11.874-08:00</updated><title type='text'>Elas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/S2t5kTbNomI/AAAAAAAAAPE/luSX_Rw_tCo/s1600-h/paula+rego+-+mulheres.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" kt="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/S2t5kTbNomI/AAAAAAAAAPE/luSX_Rw_tCo/s400/paula+rego+-+mulheres.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Paula Rego - As Mulheres&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Neste meu tempo que apenas conta para mim, descobri que a idade das mulheres não é atribuída por uma ampulheta qualquer. Existe nesta engrenagem de contar o tempo, aparentemente simples, um dispositivo invisível ao olho humano que de três em três micro areias há uma que pára, estanca o tempo. Este imbróglio serve para reajustar a beleza ao ciclo da vida na terra. Talvez uma forma, que encontraram de envelhecer sem deixar o homem para trás. As mulheres quando envelhecem ficam mais bonitas do que no dia anterior e, quando damos conta, passaram-se anos. Ao lado delas encontramos a solidez, a têmpera e a bondade da sabedoria que apenas aparece por que souberem envelhecer. As mulheres arrastaram com elas a força da natureza, e transformaram-na em sabedoria. Diamantes que ao longo do tempo foram ficando dia após dia sempre com um brilho mais intenso e depois, pela leveza com que viveram a vida sobem ao céu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Trazem na idade a sabedoria da aprendizagem feita pelo sofrer e das mãos nasce quase sempre a experiência do trabalho contínuo que, aliada à meditação e ao seu lado “feminino”, de tudo fazerem com mais dignidade, mais humanas, e mais honestas com o próximo, acabam por somar marcas de sabedoria. A idade é um manancial de informação e de bem-estar para quem está perto destas Senhoras. São Mulheres, Mães, Avós, Filhas, donas de casa, profissionais competentíssimas e por fim esposas e amantes. Mulheres bem sucedidas, sem correntes nem embargos na voz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Nesta nova solidão, onde nunca estão sós, aproveitam o seu isolamento para rectificar o silêncio, valorizam o não silêncio sabendo que já nunca perderão o seu estado de alma, a independência. Para estas mulheres, as que escrevem, o dia nunca ficará comprometida por um qualquer mau acordar e a leitura da sua escrita é sempre para o humano (homem e mulher) um exercício filosófico. Há geralmente um novo corredor de encontro à imensidão de pensar. Encontrá-la nas suas ideias é poder evoluir, é beber um pouco mais deste lado feminino que tanta falta faz ao mundo masculino; encontrar as razões da sua escrita é, geralmente perceber que está sempre mais perto do Santo Graal do que nós. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; São donas de si, são dominadoras, são mulheres de corpo inteiro e rejuvenescem diariamente com as ofertas do mundo. São estas mulheres que se tornam cada vez mais bonitas e que com a idade, sabem descobrir a vida todos os dias e transformá-la num ramo de flores, para oferecer a quem passa perto de si. São estas mulheres que tratam bem o homem, a masculinidade, a brutalidade e a insensibilidade masculina. São estas mulheres que fazem de nós seres importantes, porque são estas mulheres que mais depressa descobrem as diferenças existentes entre um homem e uma mulher e aceitam-nas, dando-lhes o espaço para sobreviver. São as mulheres que preciso constantemente de perto de mim como forma de aprendizagem. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; As outras, surdas do próprio silencio, acabam por castrar o tempo por nada saberem fazer sem invadir o tempo e silêncio dos outros. Envelhecem, tornam-se feias, ambiciosas, ciumentas, invejosas, por o tempo que perderam e nada conseguirem apreender para o seu tempo. Estas mulheres que ainda restam do passado, sabem apenas escrever o desassossego da alma em poesia mórbida de saudades que nunca tiveram. Para se sentir falta de alguma coisa é necessário já ter tido, e nestas mulheres do infortúnio adensa-se uma muralha de ortigas que mais cedo ou mais tarde picará quem por perto passar. São as mulheres sós, desamparadas intelectualmente e incapazes de se tornarem apenas simplesmente mulheres. Vivem a espaços, e tentam conquistar espaços que pela idade deveriam saber que não lhes são pertença. Infelizmente a estas mulheres tudo lhes acontece, até miopia e surdez. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outubro de 2009&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/269215101213593628-6202368111379426426?l=colunadosdueses-prosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/feeds/6202368111379426426/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/02/elas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/6202368111379426426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/6202368111379426426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/02/elas.html' title='Elas'/><author><name>Coluna Dos Deuses</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/SjAW_efqgoI/AAAAAAAAAAM/elBW73p3OKo/S220/Solidao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/S2t5kTbNomI/AAAAAAAAAPE/luSX_Rw_tCo/s72-c/paula+rego+-+mulheres.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-269215101213593628.post-3644544750748246067</id><published>2010-01-21T15:16:00.000-08:00</published><updated>2010-01-21T15:16:05.155-08:00</updated><title type='text'>Nietzsche Chorou e eu também</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/S1jf5BQCRtI/AAAAAAAAAOU/79UK0eePdWQ/s1600-h/quando+nietzsche+chorou.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/S1jf5BQCRtI/AAAAAAAAAOU/79UK0eePdWQ/s400/quando+nietzsche+chorou.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se as minhas lágrimas falassem diziam que o isolamento terminou, terminou com a escrita. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não me perguntem como fui capaz de ser infiel com tanta gente dita próxima, o meu isolamento era tudo que tinha de seguro. Sei que um dia, alguns daqueles que pensavam conhecer-me, vão dizer que me prostitui. Eu que já nem idade tenho para tal, o meu corpo já reclama outras santidades, menos enérgicas. Quando nos prostituímos por necessidade deve haver clemência, piedade por quem molesta o seu próprio corpo. Eu precisava de me proteger das palavras faladas, só as sabia pensar e o medo agiganta-se dentro de mim. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas não quero saber, nada do que possam pensar me interessa, nunca me interessou verdadeiramente, sempre senti que não gostávamos das mesmas coisas. Agora, espero pacientemente pelo dia em que me arrastarão pelas palavras mal escritas, para o mesmo local onde Maria Madalena foi atacada pelos intocáveis. Rameira, vendia-se aos homens; eu vendo-me ao sonho de saber escrever os sonhos, e por isso, também punível pela desonra dos belíssimos doutos que comigo trajaram outros saberes eruditos, mas mais terrenos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas para as pedras arremessadas tenho a arma da indiferença, jamais estas farão ruído ao encontrar o meu corpo ainda dorido, a resistência acabou, agora as lágrimas podem falar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que estes próximos não sabem é que me prostitui com eles. Não sabem que nos meus silêncios, eles, os próximos, ajudaram-me a derrotar a solidão. E mesmo naquela alegria temporária criada no meio de momentos efémeros, acabei por dar a conhecer ao meu corpo tudo aquilo que não queria ser. Eles tinham tanta coisa que eu nunca quereria ser, nem o conseguiria. Por mais que tentasse, nunca seria assim, e juro que tentei tantas vezes ser assim, como eles. Os próximos eram indiferentes ao mundo falado, o silêncio era pensado no meio de banalidades, e o sentimento era até usado como chacota para aquele que desafiasse falar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todos já eram homens, todos com responsabilidades familiares, com cargos profissionais, mas todos esquecidos das responsabilidades ensinadas pelos valores da amizade, que eu conhecia, e eles em tempos também. Mas depois, já de noite, sozinho com o meu sonho, percebia que havia dentro de mim um passado que reclamava verdade, um sentir que me magoava em dobro toda a alegria profana que dia a dia ia consumindo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Amigos loucos, acabados de chegar à vida e já sem interesse por ela, piores que um buraco negro intergalático. Sugam a própria existência do seu próprio tempo, loucos, não me canso de o dizer. Estes loucos esqueceram depressa que o seu tempo só perdura com ideias, mesmo que fosse um tempo feito de ideias banais. Loucos, esqueceram o diálogo e a humildade de aprenderem com o silêncio necessário para ouvir o silêncio de quem os acompanha.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há noite, sempre perguntava aos meus sonhos se algum dia seria capaz de chorar livremente, e nos dias que não conseguia sonhar com o meu sonho livre, chegava então a dúvida, esta que sempre emerge nos momentos que precisamos de um carinho. Triste realidade que acompanha sempre a solidão, a dúvida. Esta maldita veste-se sempre a rigor para me importunar com dor, esta, muitas vezes maior que o sonho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Salvo-me então da dúvida e dor repetindo o célebre pensamento do filósofo e matemático francês Descartes "Eu duvido, logo penso, logo existo". Passei então a amar Descartes e sempre que a dor ultrapassava o limite da racionalidade, sempre que a dor me atirava para a porta onde apenas se pode sair, invocava-o. Este não era o meu mundo, não poderia continuar a dividir-me entre dois mundos que não sabiam coabitar. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já dizia Platão que havia dois mundos: um onde havia ideias eternas e outros onde se fazia cópias das ideias. Não havia ideias sensíveis, porque as ideias sensíveis são belas e participam no belo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu não podia continuar a caminhar nas brumas da incerteza e, se por um lado queria ser o homem de sucesso, dinâmico, líder reconhecido pelo meu trabalho, capaz de do nada tudo conseguir executar, mesmo que para isso tivesse que abdicar das mais nobres convicções que a alma tinha aprendido, por outro lado, o sonho reclamava com força a revolta das palavras ostracizadas. Estas queriam definitivamente ser ouvidas pela força da escrita. Eu, sabedor de que esta seria a única forma de um dia fazer justiça aos silêncios ignorantes, percebi que não mais seria capaz de travar este sonho de ver as minhas lágrimas a falar. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bem dizia este bom homem, Platão, e com razão, que “A verdadeira realidade não nos é dada pelos sentidos, mas só pode ser intuída através da razão, e está no mundo das ideias” Então, mais uma vez, digo que se as minhas lágrimas hoje falassem recordar-me-iam o medo de existir. Eu pedia-lhes que perdoassem. Dobrar-me-ia a seus pés, pedia-lhes absolvição, apanhava todas as lágrimas vertidas e devolvi-as para que estas pudessem ser derramadas novamente, agora com o sal da vida. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este medo, meu aliado e amigo, servia-me a vida a conta-gotas, deixava-me ver para além dos muros em segurança e sempre que o temor ganhava forma, trazia-me para a segurança de um medo enorme e protector. Inculto para lá daquele muro, deixei-me ficar na segurança do meu medo onde o saber era apenas meu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ideias, debate e aprendizagem eram feitos em silêncio, comigo mesmo, nas lutas nocturnas, em que o homem de fé repetia que um dia as lágrimas seriam uma torrente de força em margens de saber. Mesmo que esse saber fosse diminuto, não me interessa, sei pelo menos que ficaria por aqui, por esta gente que é minha e que um dia há-de ter um pouco mais de mim. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todos temos um motivo para responder ao que não fomos capazes de aprender. Existe um próprio saber dos que nada sabem e que só estes sabem responder. Esse não saber, muitas vezes, amarra-se às palavras dos que sabem. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Compramos um livro, ficamos então a saber o que já todos sabem, que é apenas o que o livro nos diz, mas não somos capazes de produzir saber. Ficamos a saber mais, é bom, mas não nos torna especiais pelo simples facto de sabermos mais que outros. Pelo contrário, dá-nos a responsabilidade de ensinar o que afinal sabemos à custa de outros.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para os que não aceitam isto, fruto de uma cegueira medíocre ou então mais grave, de uma ambição desmedida, onde os olhos comem mais que a barriga, mais cedo ou mais tarde tudo e todos se voltarão contra eles. Não lhes dirão muito, esquecem-nos, deixam de os ouvir e passado algum tempo serão apenas espectros de um tempo que já não existe. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Resta-nos então acalmar e explicar às lágrimas que este sofrimento não foi escolhido, crescemos assim e, na pior das hipóteses, escolhemos mal as companhias com que crescemos. Dizemos-lhes então: não sei mais apenas porque quero, antes saber o que todos sabem. Quero antes ser um enciclopédico de outros do que um pequeno livro de mim, onde ninguém vai querer saber deste meu medo. Não quero saber porque quero ser criança toda a vida. As crianças não tem obrigação de saber, são queridas por isso mesmo, porque só sabem ler a bondade que cai dos olhos adultos. Não quero saber apenas porque eu não fui talhado para saber, não sou expedito na escrita, na leitura, na criação do próprio saber, sou apenas um conversador, um fraco ouvinte por tantas perguntas querer fazer. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou, afinal, apenas um pouco saber de coisa nenhuma, sou um daqueles que fazem a vida ser igual todos os dias. Para os que querem excelência (porque pensam que a têm), eu sou apenas aquele que faz número. Como eu sabia que estavam errados! Mas o medo de as lágrimas me caírem era, afinal, o meu maior receio. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se eu as tivesse deixado cair, sempre lhes poderia ter dito que eles não eram a excelência, a excelência requer trabalho, entrega e principalmente bondade. Eles não tinham bondade para serem excelentes pessoas, obviamente. De certa forma, eu também traí os meus amigos, eu não fui capaz de ser como eles. Estes meus amigos, ou antes próximos, souberam adaptar-se a uma maioria que marca o ritmo do mundo. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu, pelo contrário, chegava a casa sempre cansado de os ouvir, refugiava-me nos sorrisos ou nas gargalhadas que sempre fui capaz de produzir a partir de um nada qualquer, depois jurava que era a última vez que os tolerava, e que no dia seguinte tudo ia ser capaz de dizer para os chamar a atenção. Pobre rapaz enganado, quando tentava, ficava com a nítida sensação que não tinha arte nas palavras. Descobri mais tarde que, afinal, eles é que não tinham arte na audição, sôfregos pelo poder que nunca tinham tido. Refugiei-me no trabalho, seria então o sucesso deste o inibidor das emoções colhidas. Mentira, a noite trazia sempre as lágrimas e se um dia as retinha, no dia seguinte, vinham acumuladas. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também estes amigos me faziam crer que eu poderia ser como eles. Acreditar, era absolutamente necessário, refugiar-me no sucesso que as mãos iam produzindo a qualquer preço. Era o estímulo para dizer ao sentir que tudo o resto eram apenas devaneios de uma mente jovem que, mais cedo ou mais tarde, encontraria o caminho correcto da vida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim caminhei até ao dia em que percebi que também eu teria direito a uma pequeníssima parte das minhas ambições. Pedi-lhes então que, uma vez de longe a longe, eu também tivesse direito a esse pequeno momento. Pedia-lhes tão pouco, apenas uns segundos, apenas um minuto dos tantos minutos que entregava em troca de nada. Quase morri, não porque me tivessem respondido a dizer que não, mas apenas porque continuavam a não ouvir, continuavam a não perceber que não éramos todos iguais. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje não há um dia que não pense nestes meus “amigos”, os próximos. Sei que estarão comigo toda a vida, mas sei que jamais seremos como fomos, amigos. Sei que passei momentos únicos com estes…, sim, amigos, momentos onde os abracei com a certeza de que ficariam para sempre ao meu lado. Eles eram eu. Naqueles momentos eu teria dado a minha vida por qualquer um deles, amava-os como se fossem mais uma extensão do meu corpo. Mas, afinal de contas, esses momentos eram apenas especiais para mim. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só eu sentia aquilo que mais nobre há num homem, a camaradagem, a amizade maior do que qualquer livro ou tratado existente na terra, só eu era suficientemente tolo para acreditar no que, afinal, apenas existe na adolescência, amigos gémeos. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A idade continuou a crescer, madrasta, não espera pelo homem, e um dia dei comigo só, apesar de todas as companhias. E o meu modo secreto de contornar a solidão ruiu, deixei-o cair como um castelo de cartas. Tudo era apenas uma ilusão, vivia dentro de mim sem eu saber, e nada poderia fazer até perceber que o meu corpo tinha envelhecido e a ilusão tinha, afinal, um tempo na vida, alimentava-se da juventude.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se as minhas lágrimas pudessem falar, diziam que finalmente estavam livres, finalmente posso escolher o local onde as derramar, e estas já nunca mais são de tristeza, são de alegria por serem livres, livres de preconceitos. “O isolamento apenas existe no isolamento e uma vez partilhado, evapora-se”. Sempre seria amigo daqueles que muitas vezes digo próximos. Serei amigo porque não posso fazer das diferenças uma causa para os rejeitar no meu coração. Prefiro então partir, deixá-los, permitir-me ganhar eu uma nova felicidade, com outros amigos ou mesmo apenas sozinho. Sei que é possível e, ao mesmo tempo, reencontrar a felicidade por ver os meus amigos felizes sem a minha presença, sinal que afinal a felicidade está em dois estados de alma. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com o tempo e a minha partida, tornei-me estranho para os meus amigos e sempre que, por perto, partilho o mesmo tempo e espaço com eles, desejo o meu novo tempo, aquele que eu reinventei sem eles. Também eu agora sei que existem dois navios com rumos diferentes, com destinos diferentes.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meus queridos amigos…&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/269215101213593628-3644544750748246067?l=colunadosdueses-prosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/feeds/3644544750748246067/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/01/nietzsche-chorou-e-eu-tambem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/3644544750748246067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/3644544750748246067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/01/nietzsche-chorou-e-eu-tambem.html' title='Nietzsche Chorou e eu também'/><author><name>Coluna Dos Deuses</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/SjAW_efqgoI/AAAAAAAAAAM/elBW73p3OKo/S220/Solidao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/S1jf5BQCRtI/AAAAAAAAAOU/79UK0eePdWQ/s72-c/quando+nietzsche+chorou.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-269215101213593628.post-3786858080587861213</id><published>2010-01-14T10:28:00.000-08:00</published><updated>2010-01-22T04:40:52.920-08:00</updated><title type='text'>100 – Carta aberta de um amador das letras</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/S09a5YKf-mI/AAAAAAAAAOM/C7fKRwJdch4/s1600-h/100.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/S09a5YKf-mI/AAAAAAAAAOM/C7fKRwJdch4/s320/100.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caríssimos amigos/as, &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Todo o meu ser foi invadido por um sentimento de vitória e, apesar dos dias difíceis, das noites de dúvidas nas palavras e dos intermináveis segundos em desespero pela espera dos comentários, celebrar os triunfos faz parte do ritual da vida de um homem, sempre que, no seu entender, atinge um feito notável. Este é o meu centésimo texto postado no Luso Poemas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Em 10 meses, foi o que consegui. Sei que para alguns nobres poetas com livros editados, não representa nada, mas para mim, escritor de gramática na mão, é obra. Consegui então, pelos meus cálculos matemáticos – digo desde já que sou ainda pior nas contas do que na gramática – postar mais ou menos um texto de quatro em quatro dias. Fantástico! Digo eu que gosto de mim. Fernando Pessoa, que era um génio, creio mesmo, não faria melhor. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Para consolidar esta teoria, e já com os olhos postos no futuro, recorri à regra de três simples. Esta dá para quase tudo na vida. Lembro-me dos meus tempos de liceu em que não havia cábula que não soubesse esta fórmula (mágica): se postei 100 textos em 10 meses, multiplicando pela esperança de vida de 78 anos para os homens deste nosso pobre país, então, fazendo as contas… (é só fazer as contas…), diria assim o nosso antigo Primeiro, António Guterres:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;78 /Anos – 47/Anos = 31 anos&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;31/Anos = 372/Meses &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;10/Meses = 100 Postagens&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;372/ Meses = X&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;X = 3720&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Irei então, postar mais 3270 textos aqui no nosso Luso. (Sei o que estão a pensar, mas deixei de fumar, não bebo álcool, faço exercício, pago impostos, rezo todas as noites, confesso-me, e não cobiço nem a mulher nem o poema alheio. “Porra” amigos, depois disto que vos disse, vocês não acham que posso chegar aos 78 Anos?)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Caros Amigos, estas contas simples têm apenas uma intenção: criar objectivos, o que não quer dizer que os vá cumprir. Sendo assim, ainda não há motivo para os meus amigos fugirem do Luso, não são obrigados a ler. Não esqueçam nunca que quem não gosta pode sempre passar ao lado. No entanto, e passado o primeiro momento de euforia, o pavor invadiu-me e o medo e a apreensão tomaram conta de mim. É muito trabalho para editar! &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E no meio de tremuras e arrepios, e num último momento de lucidez, “pensei”: será que ainda há alguém para ler estas “merdas” que vou postar? E, num ápice, lembrei-me da velha história do rei que não enlouquecia: &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;“Um poderoso feiticeiro, querendo destruir um reino, deitou uma poção mágica no poço aonde todos os seus habitantes bebiam. Quem bebesse daquela água ficaria louco. Na manhã seguinte, a população inteira bebeu, e todos enlouqueceram, menos o rei – que tinha um poço só para si e para sua família, onde o feiticeiro não conseguira entrar. Preocupado, ele tentou controlar a população com uma série de medidas de segurança e saúde pública: mas os polícias e inspectores tinham bebido a água envenenada, e acharam um absurdo as decisões do rei, resolvendo não as respeitar de modo nenhum. Quando os habitantes daquele reino tiveram conhecimentos dos decretos, ficaram convencidos de que o soberano enlouquecera, e agora escrevia coisas sem sentido. Aos gritos, foram até ao castelo e exigiram que renunciasse. Desesperado, o rei prontificou-se a deixar o trono, mas a rainha impediu-o, dizendo: vamos agora até a fonte, e beberemos também. Assim, ficaremos iguais a eles. E assim foi feito: o rei e a rainha beberam a água da loucura, e começaram imediatamente a dizer coisas sem sentido. Na mesma hora, os seus súbditos arrependeram-se: agora que o rei mostrava tanta sabedoria, porque não deixá-lo a governar o país? &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;O país continuou em paz, embora os seus habitantes se comportassem de maneira muito diferente da dos seus vizinhos. E o rei pôde governar até ao final dos seus dias.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Moral da história: só vocês que bebem da mesma fonte da arte da escrita é que me entendem e lêem, já beberam desta mesma fonte, logo, estão tão loucos como eu, lêem qualquer bodega.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Pois aqui por casa já todos dizem que estou “passadinho da mioleira” e ninguém percebeu ainda como arranjei eu leitores para lerem 100 textos. Alguns desses textos são completamente doidos, diz-me esta gente cá de casa, a quem tenho em boa conta. Está tudo doido por este Luso, para lerem estas imundices que vou postando! Tenho dias, Amigos, que de tão feliz por aqui andar, penso até que os loucos são aqueles que nada lêem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Em meu entender de escriba louco, é preferível ler e escrever mal do que nada ler ou escrever. Imaginem que a partir de hoje só escreviam os bons. Era o bom e do bonito vê-los sem leitores. Bem, sempre se podiam ler uns aos outros aqui no Luso: o Génio A lia o Génio B e comentários “népia”. Os bons não comentam, dizem apenas um olá sobranceiro de vez em quando. Que gozo! E as editoras de vão de escada, aquelas que nos obrigam a pagar as edições, com os seus ases de escrita, à frente das secretárias empilhadas de quinquilharias sem interesse para publicar? Essas faliam. Mais gozo! E os senhores professores, as livrarias, o que faríamos com estas classes se não houvesse os incultos para aprender?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mas nem tudo é real neste texto, e sendo assim com a verdade de Pessoa vos entrego em mãos esta referência nacional da poesia:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O poeta é um fingidor. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Finge tão completamente &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que chega a fingir que é dor &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A dor que deveras sente. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também eu estou para aqui a fingir um monte de coisas que sinto…&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Meus Amigos, muito obrigado pelo carinho das vossas leituras ao longo destes 100 escritos. Para os novos, aqueles que estão a entrar no Luso, o conselho que vos dou é beberem da fonte do Luso: quanto mais depressa ficarem loucos, mais depressa ficam iguais aos que por aqui andam, e começam a ganhar o gosto aos comentários e leituras. E não se esqueçam de me deixarem muitos beijinhos e abraços nos textos, eu gosto! E não quero saber se é pimba. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abraço Genial (100)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;José Luís Lopes&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/269215101213593628-3786858080587861213?l=colunadosdueses-prosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/feeds/3786858080587861213/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/01/100-carta-aberta-de-um-amador-das.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/3786858080587861213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/3786858080587861213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/01/100-carta-aberta-de-um-amador-das.html' title='100 – Carta aberta de um amador das letras'/><author><name>Coluna Dos Deuses</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/SjAW_efqgoI/AAAAAAAAAAM/elBW73p3OKo/S220/Solidao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/S09a5YKf-mI/AAAAAAAAAOM/C7fKRwJdch4/s72-c/100.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-269215101213593628.post-3133529286753095005</id><published>2010-01-02T09:22:00.000-08:00</published><updated>2010-01-02T09:22:40.993-08:00</updated><title type='text'>Lobo Antunes - Entrevista à RTP</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/Sz-AA5Hs4FI/AAAAAAAAAM8/xO51PJQbQfE/s400/lobo+antunes.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Ontem, enquanto fazia tempo para ir ao encontro do 2010, optei por rever a entrevista dada por Lobo Antunes no passado mês de Novembro à RTP. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Amigos, não podiam ter feito melhor opção para terminar o ano. Este homem é demasiado grande para mim, ouvi-lo é sinónimo de aprendizagem, é dar um salto nesta monotonia de pessoas que gravitam à nossa volta pensando que são especiais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aconselho os meus amigos a perderem (ganharem) um pouco do vosso tempo a ouvi-lo, e ficarão com toda a certeza gratos à vida por fazerem parte de um tempo que é o mesmo deste nosso grande escritor. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanto a mim, digo-vos que dava tudo para num dia de sonho poder tomar um mísero café com este homem. A minha dúvida é se depois eu teria coragem para escrever mais o que quer que fosse. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://ww1.rtp.pt/blogs/programas/grande_entrevista/?k=1-parte-do-Grande-Entrevista-de-2009-10-22.rtp&amp;amp;post=4111"&gt;http://ww1.rtp.pt/blogs/programas/grande_entrevista/?k=1-parte-do-Grande-Entrevista-de-2009-10-22.rtp&amp;amp;post=4111&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;José Luís Lopes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/269215101213593628-3133529286753095005?l=colunadosdueses-prosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/feeds/3133529286753095005/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/01/lobo-antunes-entrevista-rtp.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/3133529286753095005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/3133529286753095005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2010/01/lobo-antunes-entrevista-rtp.html' title='Lobo Antunes - Entrevista à RTP'/><author><name>Coluna Dos Deuses</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/SjAW_efqgoI/AAAAAAAAAAM/elBW73p3OKo/S220/Solidao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/Sz-AA5Hs4FI/AAAAAAAAAM8/xO51PJQbQfE/s72-c/lobo+antunes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-269215101213593628.post-4634479359924054182</id><published>2009-12-30T07:37:00.000-08:00</published><updated>2009-12-30T08:19:28.423-08:00</updated><title type='text'>Os Filhos da Nação</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/Szty6jsH6wI/AAAAAAAAAMQ/3Tcl3JgsqD0/s1600-h/Os+Filhos+Da+Na%C3%A7%C3%A3o+-+1.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/Szty6jsH6wI/AAAAAAAAAMQ/3Tcl3JgsqD0/s400/Os+Filhos+Da+Na%C3%A7%C3%A3o+-+1.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Será que hoje posso ser o Pai que queria e deveria, abdicando da minha felicidade e bem-estar, em troca de um pretenso futuro para os meus filhos?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, este mundo, presenteado pelas revoluções tecnológicas, obriga-me a exigir ao meu filho que deixe de ser criança rapidamente em troca do sucesso escolar. No meu tempo, os bons alunos eram todos aqueles que estudavam, e os muito bons, saíam satisfeitos com 14 ou 15 valores. Os excelentes eram então todos aqueles que eram considerados já realmente excepcionais. Os “crânios”, esses, lá tiravam 17. Daqui para cima, só milagre, e no meu tempo já eram raros, vivíamos o tempo de Abril e os cravos começavam a entupir as salas de aulas. No entanto, importa salientar que os maus alunos eram quase sempre miúdos felizes, sabiam que o mundo não era feito exclusivamente para criaturas que queriam andar de livros debaixo do braço, havia uma oportunidade nas mãos para quem queria trabalhar. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos dias de hoje, os 20 quase já não chegam, e os 17.9 fazem toda a diferença de um 18. Exclui-se um qualquer miúdo da carreira sonhada, castrando-o definitivamente da idealidade trabalhada durante mais de uma década. Triste país que trata assim os seus futuros activos, e depois exige-se vocação no que se faz. Está tudo louco!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Actualmente, há uma certa tendência para se olhar com alguma indiferença para este tipo de sucesso à custa da força dos braços. Esta mania dos Estados Europeus apelarem a uma nova classe intelectual, falsa, medíocre, e sem sentido de esforço, torna-os incapazes de perceberem que o estudo se faz com esforço, melhor: a vida faz-se com esforço. Estamos, então, perante um grupo de jovens alunos mais incultos que os do meu tempo. Esses, apesar das más notas, eram obrigados a assistir às aulas com limite de faltas, e mais, com regras e educação. Os “maus” alunos eram miúdos fantásticos! Era neles que os cultos se penduravam para saberem as coisas que apenas a experiência da vida dava; estes alunos, tinham já maturidade, eram sabidos, namoradeiros mas, acima de tudo, leais nos comportamentos de camaradagem. A malcriadice era rara numa sala de aulas; o professor tinha meios para repor a ordem num ápice. Quando as coisas ficavam um pouco mais fora de controlo, então chamava-se o Pai do aluno, que ao contrário do que hoje acontece, aparecia no liceu envergonhado, cabeça baixa, e a pedir mil desculpas pelo mau comportamento do seu filho, não se fartando de dizer que não era essa a educação que recebia em casa. O aluno, esse, saía com um pontapé no “rabo”, servindo de chacota por uns tempos no meio escolar. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A sociedade era punitiva: pegava nesses alunos e atirava-os para o mercado de trabalho. Aprendia-se uma arte, e no fim éramos todos felizes. Ouvia-se muitas vezes as famílias dizerem: eu bem queria que ele estudasse mas não tinha cabeça! Foi trabalhar…&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foram estes alunos que, sem vontade de estudar, carregaram este país para a frente com pequenas empresas, comércios, serviços, etc. É a esta gente que o país deve uma gratidão eterna pois fizeram do trabalho uma arte. A honra encontrava-se entre o levantar ao romper do dia e deitar apenas quando o corpo não aguentava mais. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os impostos ainda hoje provém das pequenas e médias empresas, que geralmente tem à sua frente pessoas sem canudo mas com o diploma da vontade de ganhar a vida, sabendo que esta é a sua única forma de sobrevivência. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os pais dividem-se na procura do melhor para os seus filhos. Alertam-nos, então, para a necessidade de esquecerem a juventude, e pedem-lhes total dedicação ao estudo, lembrando-lhes, todos os dias, a importância da décima no futuro das suas vidas. Depois, chega o reverso da medalha: se os filhos não atingem os objectivos, são acusados os pais pelo insucesso, não só escolar, mas também do caminho da felicidade. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lamentam-se os filhos pela perda da adolescência irrecuperável! Enquanto os amigos, aos seus olhos, foram felizes, porque gozaram os prazeres de uma boa cavaqueira, ou de um Red Bull entre duas passas de um qualquer cigarro. Isto para não falar no amigo que namorou com quase todas as raparigas do liceu, e que, por isso mesmo, era merecedor da admiração de todos os colegas. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os nossos filhos são privados dos momentos de mais “glamour”. Aquele a quem umas sapatilhas “All Star” novas faz pensar que é finalmente hoje que o mulherio vai “topar” que afinal ele é também um “Special boy”, e que basta acrescentar apenas mais um toque no manear do cabelo para os sonhos nascerem aos seus pés, das notas, nem quer ouvir falar! &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os pais ficam então também eles privados da felicidade eterna, e das recordações do primeiro dente, da primeira palavra, do primeiro passo, do primeiro dia de escola. Resta-lhes agora a amargura de não terem feito ou tomado as decisões mais certas, pois a única dor que eles sabem que é eterna é o sentimento que não fizeram tudo que estava ao seu alcance pelo seu filho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta adolescência que nós conhecemos, de estudar com afinco, nunca mais lhes é possível recuperar, anos em que os excessos são sempre perdoados pela falta de idade. Quem não se lembra daquelas asneiras “bicudas” que a nossa Mãe sem defesa possível perante o Pai, sempre mais exigente e punidor, dizia: Deixa lá, ainda não cresceu, tem corpo mas a cabeça ainda é uma criança. Ou então passados uns anos dizia outra vez: a idade avançou mas continua uma criança, ainda está muito verde, precisa de ser muito amparado. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre as brincadeiras, a imaturidade e a “gandulice”, íamos construindo a nossa têmpera, criavamos os amigos de sangue, laços apenas possíveis de formar porque o tempo era nosso, e o futuro era empurrado sempre para um dia mais à frente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Resta aos Pais de agora tudo fazerem para minorar o seu “erro”, deixando os seus filhos ficarem a viver em sua casa protegidos das maldades do mundo, até que o Senhor os chame para prestar contas. Teremos então homens feitos, só quando os paizinhos deixarem de existir e entretanto, o nosso país continua a triturar miúdos que tudo tinham para serem bons pais, bons profissionais e bons cidadãos. Anda por aí agora metade dos miúdos a agoniar com a desilusão de sentirem que foram enganados quando lhes exigiram que estudassem e outra metade explorados com contratos temporários. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu podia ter sido tudo aquilo que entendesse ou apenas um “nada”, a fome nunca bateria à minha porta. E, entre uma bola e um livro, havia o meio-termo. O trabalho era tudo o que era necessário para tornar um homem digno e merecedor do reconhecimento da sociedade. Dizia-se então nesse tempo: “ É um bom homem, amigo dos filhos e trabalhador, nada falta naquela casa e os filhos andam sempre bem arranjados”. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ouvi o meu Pai dizer isto muitas vezes, com a voz de quem dizia algo que deveria ser entendido por honra. Este era um homem tão válido como outro qualquer, e mesmo sem os aparatos do novo mundo era possível respeitarmos a simplicidade da vida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E hoje meus amigos, existe algum meio-termo?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Serão um dia estas crianças capazes de se tornarem pais preocupados com a felicidade dos filhos pelas coisas simples e BELAS da vida? Não creio meus amigos, não creio. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estão permanentemente em competição pelas notas no liceu, acabam a universidade e continuam em competição pelo parco trabalho existente no mercado e, ainda por cima, para engordar os bolsos das multi-nacionais, são mal pagos. Mais triste é que passados meia dúzia de anos estão a lutar para não se tornarem velhos, excedentários de uma qualquer empresa de 3ª categoria, e gratos por desempenharem um qualquer trabalho para o qual nunca estiveram habilitados, a recibo verde. São os estudos pedidos pelos nossos governantes merecedores de respeito na nossa sociedade?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É nestas preocupações que me vou afundando diariamente, sabendo que na educação e na vida raramente existe marcha-atrás. Vivo atormentado pelo erro de simpatia, este que nos cega como por artes mágicas, ilude-nos, e um dia diz-nos que afinal tudo foi errado. Não tenho medo da vida, tenho medo é do dia em que o meu filho possa não compreender que tudo fiz, enquanto Pai, para tomar as melhores decisões para a vida dele. O problema é esse mesmo! Para a vida dele e eu decidi em função da minha vida e da minha experiência, feita de um tempo que não é o deles.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Do sucesso dos meus filhos não tenho medo, porque sei que raramente é valorizado e quase sempre é remetido para as obras do acaso, para eles correu bem apenas porque correu. Resta-nos aqui aquele sorriso que abre o nosso coração de um extremo ao outro. Os filhos não dão conta, mas ele existe, basta para isso que o filho fale ou ria e da vida amargurada escondemo-nos com medo de tirar ainda mais a felicidade aos nossos filhos. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim nasceu um texto que mais não é que uma reflexão sobre se devo exigir ou não ao meu filho que deixe de ser feliz, temporariamente ou não. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;José Luís Lopes - 15.11.2009&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/269215101213593628-4634479359924054182?l=colunadosdueses-prosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/feeds/4634479359924054182/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2009/12/os-filhos-da-nacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/4634479359924054182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/4634479359924054182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2009/12/os-filhos-da-nacao.html' title='Os Filhos da Nação'/><author><name>Coluna Dos Deuses</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/SjAW_efqgoI/AAAAAAAAAAM/elBW73p3OKo/S220/Solidao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/Szty6jsH6wI/AAAAAAAAAMQ/3Tcl3JgsqD0/s72-c/Os+Filhos+Da+Na%C3%A7%C3%A3o+-+1.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-269215101213593628.post-3111483694038036977</id><published>2009-12-27T07:31:00.000-08:00</published><updated>2009-12-30T08:19:44.784-08:00</updated><title type='text'>Autista</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/Szd89TZ5VhI/AAAAAAAAAL0/nUCGeQsxXMg/s1600-h/Autista.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/Szd89TZ5VhI/AAAAAAAAAL0/nUCGeQsxXMg/s400/Autista.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conheci um escriba que comprou uma metáfora para a transformar numa hipérbole, tão pequenina, tão pequenina, que um dia enquanto escrevia reparou que todas as folhas estavam em branco. Sentado, olhou para si e pensou: sou um exagero fantástico. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Levantou-se, dirigiu-se à casa de banho, lavou a boca com Dentine, olhou para o espelho, afagou o cabelo denso, e sorriu para a imagem bonita que o reflexo da sua imaginação tinha criado, abanou as ideias com um movimento brusco da caixa do seu orgulho laminado, e largou um sorriso maior que o Arco da Porta Nova de Braga*.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por fim, arrotou uma Hipálage que fazia tempo se atravessara no escroto, soltou uma gargalhada e, Ironicamente partiu feliz em busca de outra metáfora.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;10 de Outubro de 2009&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;* O Arco da Porta Nova é a porta de entrada na cidade de Braga, Portugal.&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Esta "nova" porta da cidade foi aberta em 1512, no tempo de Arcebispo D. Diogo de Sousa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;A actual construção data de 1772, foi projectada por André Soares e mandada edificar pelo arcebispo D. Gaspar de Bragança.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;A construção desta porta marca o momento em que a cidade saiu das suas muralhas e começou a crescer para o seu exterior.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Foi classificada como Monumento Nacional em 1910.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/269215101213593628-3111483694038036977?l=colunadosdueses-prosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/feeds/3111483694038036977/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2009/12/autista.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/3111483694038036977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/3111483694038036977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2009/12/autista.html' title='Autista'/><author><name>Coluna Dos Deuses</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/SjAW_efqgoI/AAAAAAAAAAM/elBW73p3OKo/S220/Solidao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/Szd89TZ5VhI/AAAAAAAAAL0/nUCGeQsxXMg/s72-c/Autista.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-269215101213593628.post-1249294906112495218</id><published>2009-12-20T09:39:00.000-08:00</published><updated>2009-12-30T08:20:01.120-08:00</updated><title type='text'>Natal de 1969</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/Sy5g_yvs25I/AAAAAAAAALA/vHuwG_m9T7A/s1600-h/email_natal.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/Sy5g_yvs25I/AAAAAAAAALA/vHuwG_m9T7A/s400/email_natal.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;História que se passou comigo num Natal já distante: estávamos no ano de 1969. Tinha então pouco mais que 7 anos e não me passaria nunca pela cabeça que este viria a ser o Natal de todos os Natais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar de várias tradições existentes no Minho, o Pai Natal na minha casa só rompia pela chaminé à meia-noite. Começava-se a fazer os preparativos para a sua chegada por volta das 23,30. iniciava-se a recolha de um sapato por cada elemento da família, todos tinham direito a um presente, depois, eram colocados na cozinha, espalhados por tudo quanto era sítio, isto porque estávamos habituados a ter em nossa casa muitos familiares e alguns amigos da família, que vinham fazer a consoada connosco. Todos eles sabiam, que o meu Pai (Natal) fazia deste dia um momento fantástico, um verdadeiro dia de boas práticas cristãs. Sendo assim, mais nada restava do que esperar pelas doze badaladas para dar início ao verdadeiro Natal para mim. Este começava após o Papai Noel despejar as prendas nos sapatinhos. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Naquela idade, era realmente um suplício esperar pelas doze badaladas, o tempo não andava, a ansiedade subia inversamente à paz. A alegria, essa, reinava em toda a família. Parecia que nada se passava, creio mesmo que só a inocência das crianças é capaz de não perceber que não há Pai Natal. Quem conseguia manter tal serenidade sabendo que estaria para breve a entrada em nossa casa de uma tão ilustre personalidade? &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar da angústia, o tempo caminhava devagar, o passar dos minutos decorria ainda mais devagar, muito devagar, mas o tempo ia caminhando e as doze badaladas estavam aí a todo o momento.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era o momento em que me parecia que estávamos todos no mesmo pé de igualdade, eu e os adultos fazíamos um enorme reboliço, o barulho não parava de aumentar e todos gritavam uns com os outros. Para mim, a maior parte das coisas eram imperceptíveis, gestos e códigos que apenas os crescidos dominavam, mas percebia-se que tinha tudo a ver com a chegada do Pai Natal, e com a distribuição das prendas. Surge então uma voz na sala que diz:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Está a chegar o Pai Natal!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Óh meu Deus, todo eu era alegria, incapaz de caber no meu mundo ainda tão pequeno, mas, bem lá no fundo, havia um medo infantil incapaz de ser descrito. O silêncio era agora total, apenas ouvia o meu coração a rir e as pernas a varejar. Apagavam-se as luzes da sala, apenas a iluminação do pinheiro continuava a piscar, fazendo sobressair na sua base a Sagrada Família. Era ali que residia a força daquele dia, era nessa fé de que um dia um Menino nasceu para salvar o mundo do pecado, que aos meus olhos não havia. A minha família era tão perfeita, tão genuinamente bondosa. O meu Pai não parava de distribuir atenção a todos os presentes, não podia faltar nada em cima da mesa: o bom vinho escolhido religiosamente para este dia especial era a marca das preocupações de um bom chefe de família. Aos meus olhos, via apenas um homem feliz, com o sentimento de que tinha cumprido com as suas responsabilidades familiares e que estava agora a ser recompensado, com alegria e fartura que na mesa transbordava. Até a minha Mãe, sempre muito mais receosa do futuro, traduzia naquele dia a felicidade estampada no seu rosto. De dentro dos seus gestos brotava aquela ternura que só os filhos sabem alcançar pelo olhar: a sensatez, a ponderação e lucidez davam lugar a um olhar de esperança e felicidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O meu irmão, mais velho dez anos do que eu, faz então um número de teatro, e diz:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Tchchhh…., Num local onde já não havia barulho, e começavam a suar as pancadas na porta de cozinha. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A meu lado a minha irmã, para quem o Natal já não tinha segredos, mais velha do que o meu irmão dois anos estava habituada aos Natais de sonho, ao meu lado segurava-me o olhar, sabia que era na minha felicidade que o Natal podia ter mais brilho. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais ao lado vivia a alegria daquela que todos os dias substituía a minha Mãe nos afazeres de educar. A “Ua” (como as gerações têm vindo a chamar carinhosamente, um diminutivo de Lourdes), a minha protectora (ainda hoje), também ela estava rendida à minha felicidade, os seus olhos não desprendiam da minha alegria.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar daquela mistura de sentimentos ouvia em cada pancada a esperança que fosse a última, mas sempre aparecia mais uma, e mais uma…uma verdadeira tortura para um catraio. Finalmente o fim das míticas doze pancadas. Saía então disparado para a cozinha na esperança de que o meu sapato estivesse repleto de prendinhas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os olhos rebentavam de tanta alegria, era a cozinha mais bonita do mundo, as prendas subiam em pirâmides intermináveis, o chão completamente coberto de embrulhos e a algazarra à minha volta era infernal. A minha montanha de embrulhos obrigava a várias viagens de ida e volta para os levar para o meu local de deleite.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A minha mãe era o Pai Natal lá de casa. Então, apesar de muitos embrulhos, quase todos eram roupa que mais tarde ou mais cedo eu iria precisar para o meu dia-a-dia, obviamente, truques impostos pelos orçamentos controlados. Neste pacote de prendas não poderiam faltar as meias e as camisolas interiores, que na época nenhuma Mãe mandava o filho para a escola sem estar bem agasalhado. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas no meio destes embrulhos todos, lá vinha sempre um ou dois brinquedos, não os que tinha pedido por carta ao Pai Natal, esses eram muito caros, mais próprios de famílias endinheiradas, de dinheiro fácil, mas uns parecidos que no entanto eram de uma 3ª categoria, comprados suponho numa “lojeca” onde a minha Mãe depois de marralhar durante dez minutos, conseguia um outro tanto desconto. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Brinquedos são sempre brinquedos para uma criança, e a partir daquele momento eu já não existia, refugiava-me no quarto a descobrir e a desmontar aqueles que eram os únicos brinquedos que iria ter nos próximos doze meses. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estava então eu entretido com a imaginação, quando irrompem pelo meu quarto a dizer que o Pai Natal ia voltar, tinha-se esquecido de deixar um embrulho. Estive para morrer, o Pai Natal de volta, era sorte a mais para um rapaz como eu. Voltou-se a repetir todo o cenário anterior para a chegada do Pai Natal, fiquei novamente a ouvir as pancadas intermináveis, ainda mais nervoso do que da primeira vez, e logo que me disseram que era a última, desatei numa correria estonteante. Um embrulho enorme estava no meu sapato, creio até que era o único em toda a cozinha, rasguei o papel e não quis acreditar no que os meus olhos viam. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um avião fantástico da TAP, uma caixa com mil e uma cores, o avião ainda não tinha saído do embrulho e já eu voava pela estratosfera. O Avião era lindo, tinha pilhas e era em chapa pintada com as respectivas janelas e portas, os reactores terminavam com uma luz vermelha e verde, a cauda tinha o símbolo da TAP: tudo era perfeito. Ligado, fazia um barulho lindo, um zumbido perfeito enquanto as luzes não paravam de acender e apagar. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No terraço de minha casa o aeroplano não parava de subir na minha imaginação, a minha Mãe gritava a toda a hora para que eu saísse do frio, mas o Boeing não parava de piscar aquelas luzes de sonho. O avião e os sonhos caminhavam majestosamente por aquele terraço, que para mim era uma pista de aviação. Aquele avião que nunca levantou do chão fez-me ter o Natal mais extraordinário que uma criança pode desejar. Daquele terraço parti para todo o mundo, feliz e agradecido a um Pai Natal que apesar de não o ter visto era o mais fantástico do meu universo de criança com sonhos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Naquela noite dormi com os Anjos, pela primeira vez tinha tido um brinquedo de 1ª categoria. Tudo isto, agradeço a um amigo do meu Pai que resolveu festejar o Natal em nossa casa e, como chegou atrasado por culpa do Pai Natal de sua casa, chegou depois da meia-noite. Daí o termos de repetir o número do Pai Natal a descer a chaminé.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda hoje gosto do meu Pai Natal. As crianças naquele tempo eram enganadas com alegria, os pais eram felizes ao criar nas crianças a capacidade de ter fé e esperança e uma vontade enorme para sonhar. Os meus filhos também tiveram o seu Pai Natal e eu também fui muito feliz no dia em que os meus filhos amarraram os sonhos. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Infelizmente as crianças hoje nascem a saber que o Pai Natal não existe; alguém se lembrou de dizer que as crianças poderiam ficar traumatizadas com a descoberta que afinal não havia Pai Natal. Pobre sociedade que retira a inocência à vida, tirando a possibilidade de as crianças poderem criar as sua próprias fantasias. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas por muito que a sociedade tente dizer que o Pai Natal não existe, eu sei apenas dizer que isso é uma grande mentira; para mim o homem vestido de vermelho, barba branca, barrigudo e amigo das crianças existe e existirá sempre, sei até que um dia me trouxe um avião fantástico e sou até capaz de jurar que vi o seu trenó com as renas paradas no meu terraço, e eram lindas, majestosas…&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dezembro - 2009&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;José Luís Lopes&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/269215101213593628-1249294906112495218?l=colunadosdueses-prosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/feeds/1249294906112495218/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2009/12/natal-de-1969.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/1249294906112495218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/1249294906112495218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2009/12/natal-de-1969.html' title='Natal de 1969'/><author><name>Coluna Dos Deuses</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/SjAW_efqgoI/AAAAAAAAAAM/elBW73p3OKo/S220/Solidao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/Sy5g_yvs25I/AAAAAAAAALA/vHuwG_m9T7A/s72-c/email_natal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-269215101213593628.post-5313286359656268300</id><published>2009-12-19T10:25:00.000-08:00</published><updated>2009-12-30T08:20:18.097-08:00</updated><title type='text'>Guerra fria entre irmãos de sangue</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/Sy0amTGDxEI/AAAAAAAAAKs/dnnw1AJ6FDI/s1600-h/ego.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/Sy0amTGDxEI/AAAAAAAAAKs/dnnw1AJ6FDI/s400/ego.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou uma espécie de…, talvez…, um Eu/EU que está em rota de colisão sempre com o destino.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas como nunca escrevo ou falo para mim, não tenho segredos, sou obrigado a ficar sempre em desvantagem com as palavras, estas malditas que nunca se comovem, vivem pulando de mente em mente. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Eu que vive dentro de mim nunca me deixa ser livre, empurra-me para varandas onde da vista, surge sempre o outro amigo ou inimigo do EU, o EU. É fácil para este EU habitar um corpo que não sendo dele, nada o impede de magoar, mais do que isso, nada o impede de fazer chacota, risadas são sempre permitidas ao EU. EU nada posso fazer, sei que se reagir a dor deixará apenas de ser espiritual, surgirá a dor carnal. Então, que EU saudável poderá fazer mal ao seu próprio corpo? Só um Eu estúpido, demente, ou em última análise um EU bipolar. Mas este Eu não é nada disso, este Eu tem resistido aos trilhos tortuosos da vida, este Eu não pode sequer pensar que só é o seu Eu o mais importante, sabe que algumas estradas são extensões da sua vida, ainda em construção.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu só não percebo porque este EU não me entende, EU apenas habito aqui porque me deixas, também estou farto de ser um EU careta. Estou farto de dizer: não faças isso, é incorrecto, não mintas, não está correcto, olha que não foi isso que te ensinaram, olha as tradições. Estou farto. Há tanto tempo que quero poder mentir, dizer uma aldrabice, quero magoar sem magoar, quero simplesmente poder abraçar a sofreguidão da vida, fazer os amigos questionar, perdoar, até talvez zangarem-se pela falta de compreensão da vida. Que raio de vida é esta que me obriga de dia a partilhar gente mesquinha, que maltrata o Eu tantas vezes como tortura, humilhando as suas mais nobres convicções, deixando prostradas as ilusões de uma vida normal, encharcando os seus olhos escondidos dos sorrisos de betão. Eu sofro este sofrer, carrego este fardo diário, acorrentado a este Eu que me faz dizer-lhe as coisas mais brutas, diria maquiavélicas, perco este sentido crítico para me tornar num monstro sarcástico. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Maldito sejas EU, maldito, tanto corpo são por este mundo fora e logo me calhaste tu na sorte, loucura mais estúpida, todo o mundo corre de lado para lado com as ideias, hoje gosta do branco, amanhã gosta do rosa, e nem por isso o mundo acaba, estúpido esse querer prolongar o que nunca começou. A verdade não existe, este mundo é apenas um reflexo da interactividade circunstancial de lugar e tempo. Parvo, ainda por cima gostas de História e não consegues ver que tudo é igual, morrem reis nascem Repúblicas, mas tudo é igual para quem lava a roupa com as mãos. Pobre colega, se soubesses que tenho dias de tão cansado estar de te aturar, apetece-me abafar-te, matar-te durante o sono. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ah…! Morrer durante o sono? E coragem? Deixa-me rir, Tu és mesmo estúpido. Então não vês que quando EU morrer Tu também partirás amarrado ao meu pescoço. Ainda me queria rir! No momento em que te faltasse um pouco de ar, serias o primeiro a fazer a respiração boca a boca para colocares esse intelecto maravilha a salvo. És mesmo nabo. É o que eu digo, vives nesse mundo fechado, não tens que dar a cara para nada e depois pensas que a vida se resolve com fantasias.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;EU sou tudo o que te resta, terás que viver com tudo que eu tenho de mau; o bom não conta já para ti, é um dado adquirido, achas mesmo que é já minha obrigação. Quando Tu pensas em fazer uma palermice e EU do lado de fora, tantas vezes a sofrer por estes olhos que enxergam a realidade, alerto-te, toco as sirenes que mais não são do que a razão de EU andar por aqui. Não compreendes que tenho que ganhar a vida. Tu não compreendes que não me posso dar ao teu luxo de apenas pensar, tenho que dar a cara e dizer que este é a meu trabalho. Há dias em que até gosto de ti, gosto de te ver amarrado às teclas a escrever a verdade, não penses que sou estúpido e não gostasse de ser EU também assim, de preferência todo o dia. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei que é bonito, cumprimento para lá, beijinho para cá, meu bom poeta, gostei muito, pensamento reflexivo, quem é que não gosta destes miminhos todos? Mas, EU, tens que perceber que esta não é a minha vida, já não tenho tempo nem arte para ficar a ouvir as teclas do computador a gemer, ora de euforia, ora de desilusão, por não conseguir encontrar o brilho certo para as palavras. E depois, EU, não consigo perceber como aguentas escrever um texto que passado 24 horas já não gostas, apagas tudo e começas tudo de novo. EU, muitas vezes até sinto pena de ti, sempre que abres um texto que já está completo tens sempre coisas para mudar. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desgraçado, essa vida é um tormento, acabas por nunca gostares de nada do que escreves, tudo está sempre imperfeito. É nestas alturas que te perdoo por estares sempre a massacrar-me a cabeça, se o fazes a ti mesmo é obvio que o fazes mais depressa a mim. Acredito que as palavras têm vida e depois de encerrar o Word, sabendo elas dessa tua insatisfação, na tentativa de fazeres arte com as ditas cujas, divertem-se e encavalitam-se umas nas outras só para te verem a agoniar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pobre coitado, no que te foste meter, podias ter uma vida agora um pouco mais calma mas não, tiveste que te armar em escrevinhador e agora andas com a gramática entalada no erro. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O pior é que EU sem nada poder fazer sou arrastado para os devaneios de um EU completamente louco. Podia chegar ao fim do dia, alugar um filme, sentar-me no meu sofá, telefonar aos amigos, beber uns copos, enfim divertir-me. Tentar ser igual a tantos outros que andam por aí com ar de quem tudo sabe, sapato de pele e fato cinzento, com gravata berrante, falam como se fossem donos de todas as gramáticas do mundo. Não gosto desta gente, principalmente dos da minha idade. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda não perceberam que o tempo mudou e continuam amarrados a virtudes que já foram. Esta malta que se divertiu comigo, viveu no mesmo degredo, aprendeu nos mesmos sítios que eu aprendi, ficou careta. Perderam a razão das coisas boas, esqueceram como os seus pais viveram e, pior do que isso, esqueceram os seus ensinamentos. Esqueceram a caminhada que sempre fazíamos para ir à missa dominical, obrigados pela nossa Mãe que queria sempre saber a cor da batina do Sr. Padre, esqueceram as origens, esqueceram com quantos paus se faz uma família, esqueceram-se da comida melhorada ao domingo, da roupa engomada, o sapato engraxado dos nossos pais. Esqueceram o passeio a que tínhamos direito por ser o dia do Senhor, esqueceram que ao domingo não se jantava, lanchava-se, e depois era apenas uma sopa levezinha. Esqueceram e pronto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou cansado de aturar estes pobres coitados. Alguns nada fizeram na vida a não ser cumprir ordens dos seus chefes, atiram-lhes com o ordenado para cima da mesa todos os meses. Conquistaram um título nascido no tempo em que os Doutores e Engenheiros eram ainda escassos (agora que são mais que as mães), mas a novidade e a raridade deixou de o ser e os pobres coitados ainda não aceitaram a nova realidade. Estou farto destes burocratas incompetentes que nunca foram testados da verdade da vida. Incultos e ultrapassados, a maior parte deles esqueceu-se que os anos passaram; maus profissionais, sobrevivem em postos de trabalho que há muito já não deveriam ser deles, bajulam o poder e a riqueza mostrando um saber que não existe; arrogantes e sobranceiros, em poder exercido em lugares pagos por todos nós; maus chefes de família, esquecem-se do tempo, e só tem tempo para estarem presentes onde o poder pode ser bajulado; maus pais, estão estes senhores sempre mais preocupados com um sucesso que pensam ter, mas objectivamente não têm, pois o sucesso requer trabalho e os filhos dão muito trabalho, eles não tem tempo para ter trabalho. Enfim uma panóplia de galhardetes de mérito ao erro da vida. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Reconheço-lhes um direito: que a vida deve ser vivida de acordo com a vontade e desejos de cada um. Eu aceito estas regras, para mim são fundamentais para uma vivência saudável entre as pessoas, só assim é possível viver em alegria. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, estas regras servem-me também para poder criticar e dizer que são estes senhores os principais responsáveis pelo estado selvagem em que a nossa sociedade se encontra. Sei que tenho o direito de dizer estas amarguras e só o faço porque a arrogância e a altivez destes “homens de sucesso” medem o meu sucesso pela mesma bitola do deles e isso eu não posso mais permitir. A virtude está nos projectos que temos e na forma como os realizamos, mas, no final, não podemos apenas ser bem sucedidos na profissão e dizer que esquecemos o nosso projecto familiar. Se assim foi, então o saldo é um redondo chumbo, um fracasso que nenhum fato Boss pode apagar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contra esta demência anunciada e tolerada da nossa sociedade terei eu que dizer que não a aceito, nunca mais, sem dizer da minha razão. Não deixarei que esta gente magoe o meu Eu, nunca mais. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em suma, não terão mais a minha condescendência para usarem o meu dia com a arrogância de quem pensa que é dono de um único caminho de saber. Eu não mais permitirei e penso que o EU mais liberal e louco também já não está para isso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fala por ti, EU. Até posso concordar contigo em muitas coisas que vais dizendo, mas não quero que essa gente termine. Sei que não são uma espécie rara, nem que está em perigo de extinção, mesmo assim eu quero-os por perto. Quero-os a andar por aí, assim serei capaz de me divertir e dar um pouco de cor a esta vida monótona, que é andar contigo de um lado para o outro todos os dias. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que seria a minha vida se essa malta descobrisse que eu existo? Acabariam com a minha diversão. Assim os “doutos”, arrebatados pelo seu brilho, são escrutinados por estes olhos de gazeteiro e, nas minhas gargalhadas silenciosas, vou construindo o perfil da arrogância dos que por aqui andam em contra-mão com o destino. São os “queques” da sociedade, e é com eles que sacio agora a minha cada vez maior vontade de fazer chacota dos filhos do betão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas EU, também sei que apesar das nossas diferenças tu és um EU magoado, e sei que, apesar das diferenças que existem em nós, seremos obrigados a viver sempre um com o outro. Arrebatei este corpo à nascença, nesse dia foste o único a vir ao mundo e eu não tive escolha, fiquei contigo se quis sobreviver.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso te digo que muitas vezes apenas te espicaço porque sei que precisas disso para viver e caminhar. Ninguém melhor do que eu sabe e conhece as tuas dores, que também são as minhas dores. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;EU disfarço apenas um pouco mais, arrelio-te apenas para podermos os dois sobreviver a este mundo imperfeito, e também para passar o tempo. Mas atenção, Eu, não te esqueças que nós também somos imperfeitos, e assim sendo, a nossa obrigação é realmente aceitar o defeito (aos meus olhos) dos outros. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De resto, meu amigo EU, a verdadeira questão que aqui se coloca, é se vale a pena a gente se incomodar com esses pobres coitados. Se me perguntares, apenas te digo que eles são força para esta virtude, de olhar-mos o erro com a distância e frieza necessária para que ele nunca se possa alojar no nosso corpo e mente. O resto, EU, esquece a tua dor, continua a trabalhar, e EU continuarei a fazer comédia com o que vejo. Depois, e para que saibas, isto que te estou a dizer não é um enterrar do machado de guerra, eu vou continuar a massacrar-te essa cabeça, hei-de continuar a tentar que fiques menos “cota”, e tenho a certeza que, com a idade, cada vez serei pior. A minha dúvida é saber se tu serás capaz de aguentar esta minha vontade de colocar tudo sempre em questão. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim, sou meio louco uns dia e outros louco inteiro, e fico até em dúvida se tu não serás, afinal, até mais esperto do que EU. Acredito, muitas vezes, que me usas para poder escrever essas tuas maluquices. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas também te digo que, se um dia descobrir que és mais esperto do que EU, então estás perdido, arranjarei uma hipérbole e uma metáfora e comparar-te-ei ao escriba que pior escreve neste site e farei com que te sintas o escrevinhador mais infeliz à superfície da terra. Serás, para sempre, a vergonha das palavras mal arranjadas e nunca mais conseguirás desentalar a gramática do erro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aviso-te EU…, não tentes.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;José Luís lopes -19.12.2009&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/269215101213593628-5313286359656268300?l=colunadosdueses-prosa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/feeds/5313286359656268300/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2009/12/guerra-fria-entre-irmaos-de-sangue.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/5313286359656268300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/269215101213593628/posts/default/5313286359656268300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colunadosdueses-prosa.blogspot.com/2009/12/guerra-fria-entre-irmaos-de-sangue.html' title='Guerra fria entre irmãos de sangue'/><author><name>Coluna Dos Deuses</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/SjAW_efqgoI/AAAAAAAAAAM/elBW73p3OKo/S220/Solidao.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Kmgdy92yn2M/Sy0amTGDxEI/AAAAAAAAAKs/dnnw1AJ6FDI/s72-c/ego.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
